Data de Fundação: 20 de Janeiro de 1758

258 anos de história!

Em Santo Antônio do Monte...


População: 27.752 (IBGE 2015)
Taxa de crescimento anual estimada: 2,0% (IBGE)
População masculina: 13.205 = 50,81% (IBGE 2010)
População feminina: 12.784 = 49,19% (IBGE 2010)
População Urbana: 22.205 = 85,44% (IBGE 2010)
População Rural: 3.784 = 14,56% (IBGE 2010)
Número de Eleitores: 17.438 (TSE - Novembro/2009)
IDH: 0,779 médio (Fonte PNDU 2000 Brasil)
IDHM: 0,724 médio (Fonte ONU 2013)
PIB: R$ 176.976.000 (IBGE 2005)
Renda per capita: R$ 6.575,00 (IBGE 2005)
Localização: região centro-oeste de Minas Gerais
Área: 1.125,78 km² (IBGE 2015)
Densidade demográfica: 23,07 hab/km² (IBGE 2015)
Altitude: 1.052 m
Fuso horário: UTC-3
Latitude: -20° 05' 14''
Longitude: 45° 17' 37''

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Malibu Disco Club

Em 25 de Dezembro de 2010, noite de sábado, foi inaugurada em Santo Antônio do Monte a Malibu Disco Club. Com três ambientes com capacidade para acolher um grande público, esta nova casa de shows tem lugar nas antigas instalações do Saloon, no Bairro Bela Vista. A inauguração, com a casa lotada, contou simultaneamente com show da dupla Eduardo e Gabriel e com dj's durante a noite toda na discoteca. Ambiente agradável, seguro e preparado, a Malibu Disco Club tem tudo para ser sucesso em Santo Antônio do Monte.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

História de Santo Antônio do Monte

Santo Antônio do Monte é uma cidade localizada no centro-oeste do estado de Minas Gerais, numa região cuja altitude está em torno de mil metros. Assim, a cidade encontra-se sobre um conjunto de suaves montanhas, as quais permitem olhar até horizontes distantes e belos, tanto ao nascer quanto ao pôr-do-sol. No verão, o clima possui temperaturas mais altas e, nos meses do inverno, temperaturas abaixo dos quinze graus em certos dias mais frios. Nos meses da primavera e do outono, as temperaturas são bastante agradáveis.

A cidade encontra-se distante cerca de 180 quilômetros de Belo Horizonte, num local de fácil acesso através das rodovias MG 050 e BR 262, as quais são interligadas pela rodovia MG 164, que passa por Santo Antônio do Monte. Esta mesma rodovia ainda permite o acesso à rodovia Fernão Dias e à rodovia BR 040. Assim, Santo Antônio do Monte está num local de fácil acesso a Belo Horizonte, a São Paulo, ao Rio de Janeiro e às cidades do Triângulo Mineiro. A área do município é de 1.129,365 km², de acordo com dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O ano de 1758 marca o início da história de Santo Antônio do Monte. Em 2 de maio daquele ano uma expedição formada por alguns homens acompanhados de escravos e guias partiu de Pitangui rumo ao rio Lambari. Essa expedição, destinada a destruir quilombos instalados na região, foi formada por Antônio Rodrigues da Rocha, Domingos Gonçalves Viana, Antônio Dias Nogueira e ainda pelo sargento-mor Gabriel da Silva Pereira. A expedição atravessou o rio Lambari e chegou até ao rio São Francisco. Por se tratar de uma expedição que, posteriormente, tinha também o objetivo de colonização, supõe-se que mais tarde tenham chegado mulheres e crianças na região. Após ter ocupado muitas léguas de terras, Antônio Rodrigues da Rocha providenciou a requisição oficial das terras por ele ocupadas. Dessa forma, em 6 de abril de 1763 foi expedida a carta de sesmaria que lhe deu a posse das terras. Essa carta de sesmaria foi a primeira concedida entre os rios Lambari e São Francisco, tendo sido assinada por Cláudio Manoel da Costa, o então secretário do governo da capitania de Minas Gerais. Domingos Gonçalves Viana estabeleceu a sede de sua fazenda em terras atualmente pertencentes aos municípios de Santo Antônio do Monte, enquanto que Antônio Dias Nogueira sediou sua fazenda em terras que atualmente constituem o município de Moema.

Segundo Dilma Moraes (Santo Antônio do Monte: Doces Namoradas, Políticos Famosos), baseada em Laércio Rodrigues (A História de Bom Despacho), aparecem antes de 1760 os primeiros povoadores das terras por onde corre o rio Diamante, o qual deságua no rio Lambari. Seus nomes são Francisco de Araújo e Sá, Tomás Teixeira e o sargento-mor Gabriel da Silva Pereira. A respeito de Dilma Moraes, o seu livro “Famílias que Construíram a História de Santo Antônio do Monte”, lançado em 1997, encontra-se no Library of Congress Online Catalog, ou seja, no Catálogo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América.

Lopo Barroso Pereira recebeu uma sesmaria nas cabeceiras do Ribeirão Itaubira, o qual encontra-se atualmente dentro do perímetro urbano de Santo Antônio do Monte e recebe o nome de Córrego Dona Jovita. Nas terras dessa sesmaria foi erguida uma capela tendo por padroeiro Santo Antônio. A capela e arredores passou a ser chamado de Alto Santo Antônio do Monte. Há uma escritura datada de 08 de Junho de 1782, lavrada pelos herdeiros do guarda-mor Francisco Tavares Oliveira, que fora o dono da sesmaria “Alta Serra”, no qual documento se fazia a legalização da doação de terras para o patrimônio do local. A doação já havia sido feita pelo antigo dono havia vários anos antes, entretanto, somente foi legalizada naquela data.

Alguns anos mais tarde, precisamente em 16 de Maio de 1802, a capela obteve concessão de pia batismal. Cerca de cinqüenta anos depois, em 24 de Maio de 1854, através da Lei nº 693, o já então Curato foi elevado a Paróquia e recebeu o seu primeiro vigário, chamado Padre Francisco Alexandrino dos Santos. O Vigário Alexandrino, que foi deputado provincial no final da década de 1860, permaneceu à frente da paróquia até 1877, quando foi substituído pelo jovem padre Otaviano José de Araújo. O Padre Otaviano executou a construção da nova igreja matriz de Santo Antônio do Monte, tendo então contratado o pintor italiano Angelo Pagnaco para fazer as pinturas internas. Em 1907, Dom Silvério Gomes Pimenta, o então bispo da diocese de Mariana, à qual pertencia a paróquia Santo Antônio, obteve da Santa Sé as honras de Camareiro Secreto de Sua Santidade, o Papa Pio X, para o Padre Otaviano, o qual passou a partir de então a usar o título de “monsenhor”, ficando conhecido por Monsenhor Otaviano. O Monsenhor Otaviano faleceu em 06 de Fevereiro de 1928, tendo ficado à frente da paróquia de Santo Antônio do Monte por cerca de cinqüenta anos.

Outro sacerdote cuja presença foi marcante na história de Santo Antônio do Monte foi o Padre Pedro Paulo Michla. Natural de Klausberg, na Alemanha, ele chegou a Santo Antônio do Monte em fins de 1942, tendo assumido a direção da paróquia no dia 01 de Janeiro de 1943. Realizou muitas obras no campo da educação, da saúde e da assistência social. A Santa Casa de Misericórdia e a Escola Estadual Doutor Álvaro Brandão foram instituições fundadas por ele e que ainda permanecem funcionando. Já a Casa da Criança, destinada a acolher menores abandonados e menores infratores, e o Colégio Corália Brandão, foram desativados. O colégio de Pedra do Indaiá também foi fundado por ele. A construção da atual sede da Casa Paroquial, localizada na Praça Getúlio Vargas, também foi iniciativa de Padre Paulo.

No período de 18 a 21 de Novembro de 1999 as relíquias de Santo Antônio, que tinham sido trazidas ao Brasil para visitar algumas dioceses, estiveram na paróquia Santo Antônio. Durante os dias em que estiveram expostas na igreja matriz, houve peregrinações provenientes de várias paróquias da diocese. Na ocasião, o pároco de Santo Antônio do Monte era o Padre Ézio de Brito e Dom Eurico dos Santos Veloso, que alguns anos depois seria nomeado arcebispo de Juiz de Fora, era o bispo da diocese.

Em 06 de Fevereiro de 2010 o bispo Dom Antônio Carlos Félix realizou a instalação da Paróquia de São José, criada a partir do desmembramento da paróquia Santo Antônio. Padre Adelson José de Sousa assumiu a direção da nova paróquia, a qual está constituída pelas comunidades urbanas São Bento, Frei Galvão, São Lucas, São Geraldo, Nossa Senhora do Rosário, Imaculado Coração de Maria, Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora das Graças, Santa Rita e São José. As comunidades rurais que ficaram pertencendo à nova paróquia são as de Ponte Nova, São José das Rosas, Espraiado Veloso, Francisco Brás, Maçaroca e Buritis. Provisoriamente, a matriz da paróquia está instalada no Centro Social Padre José Nunes, no bairro São Lucas, em Santo Antônio do Monte. Futuramente, será construída a igreja matriz no bairro São José, em local já determinado, nas proximidades da Escola Estadual Padre Paulo.

A formação político-administrativa de Santo Antônio do Monte passou por várias etapas. A lei provincial nº 693, de 24 de Maio de 1854, criou o distrito de Santo Antônio do Monte, o qual estava subordinado ao município de Formiga. Em 03 de Junho de 1859, pela lei provincial nº 981, o distrito foi elevado à categoria de vila. Essa lei manteve o mesmo nome de Santo Antônio do Monte e também desmembrou do município de Formiga as terras que passaram a constituir o território do novo município. Em 29 de Julho de 1862 ocorreu a instalação na sede do município, isto é, na vila de Santo Antônio do Monte. Cerca de três anos mais tarde, a lei provincial nº 1.248, de 17 de Novembro de 1865, dava por extinto o município, anexando novamente seu território ao município de Formiga. Essa mesma lei ainda determinava que Santo Antônio do Monte retornaria à condição de simples distrito do município de Formiga. A supressão dos foros de vila pela Assembléia Geral foi devido às disputas entre os liberais, que estavam no poder, e os conservadores, que eram então a oposição. Contudo, os esforços para restaurar os foros da Vila foram imediatos, sendo que os deputados provinciais Vigário Francisco Alexandrino da Silva, pároco de Santo Antônio do Monte, e Antônio da Silva Canedo conseguiram a restauração da vila em 1871. Assim, a lei provincial nº 1.636, de 13 de Setembro de 1870, criava novamente o município de Santo Antônio do Monte, desmembrando-o do município de Formiga. A mesma lei determinava que a sede da Vila seria no distrito de Santo Antônio do Monte. A reinstalação da Vila ocorreu em 21 de Outubro de 1870. Alguns anos mais tarde, a lei provincial nº 2.413, de 05 de Novembro de 1877, criou o distrito de Esteios, anexando-o à Vila de Santo Antônio do Monte.

A lei provincial nº 2.158, de 16 de Novembro de 1875, elevou a vila à condição de cidade, com a denominação de Santo Antônio do Monte. Cerca de dez anos mais tarde, por motivos hoje ignorados, a lei provincial nº 3.356, de 10 de Outubro de 1885, alterava o nome da cidade para Inhaúma. Entretanto, o novo nome imposto não agradou aos moradores e, assim, a lei estadual nº 260, de 18 de Abril de 1899, restaurou o nome anterior, isto é, Santo Antônio do Monte. A comarca de Inhaúma, que fora criada pelo decreto nº 255, de 28 de Novembro de 1890, passou a ser denominada de Comarca de Santo Antônio do Monte pela mesma lei estadual nº 260 que restaurou o nome da cidade.

Quando de sua fundação, Santo Antônio do Monte estava em territórios pertencentes à Comarca do Rio das Mortes, com sede em São João Del Rey. A lei nº 134, de 16 de Março de 1839, criou a Comarca do Rio Grande, constituída pelos municípios de Tamanduá, Vila Nova de Formiga e Oliveira. Já a lei nº 464, de 22 de Abril de 1850, determinou que os municípios de Tamanduá, Formiga e Piumhy constituiriam a 8ª Comarca do Rio Grande. Pela lei nº 1.391, de 16 de Novembro de 1866, foi formada a Comarca do Pará, constituída pelos municípios de Tamanduá, Formiga e Oliveira. Quatro anos depois, a lei nº 1.740, de 08 de Outubro de 1870, criava a 19ª Comarca do Rio Grande, formada pelos municípios de Formiga, Tamanduá e Piumhy. Dois anos depois, em 1872, foi criada a Comarca de Itapecerica, formada pelos municípios de Tamanduá e Santo Antônio do Monte.

Sendo 03 de Junho de 1859 a data da elevação de Santo Antônio do Monte à categoria de vila, com a criação do município do mesmo nome, parece assim que esta mesma data deveria ser considerada a data municipal de fato. Ainda que a vila e o município tenham sido suprimidos, com a posterior restauração, deve ser considerado que a data de sua criação foi em 03 de Junho de 1859, conforme consta na lei provincial nº 981. Assim, fica a sugestão ao poder público municipal de analisar a possibilidade de estabelecer a data de 3 de Junho como o feriado comemorativo à criação do município de Santo Antônio do Monte.

A chegada da estrada de ferro a Santo Antônio do Monte ocorreu em no início do século XX, sendo que junho de 1915 a primeira locomotiva já apitava dentro da cidade. A estação ferroviária foi inaugurada em 1916. Para que a cidade recebesse uma linha de trem, da então Estrada de Ferro Oeste de Minas, muito esforço político foi necessário na época. Neste sentido, o maior entusiasta do novo e moderno meio de transporte foi Amâncio Bernardes, que fora presidente da Câmara de Vereadores do município. Amâncio Bernardes foi um grande visionário, sem dúvida um político progressista que, juntamente com outros políticos da região, batalhou muito para conseguir que fosse feito um grande desvio no percurso da estrada de ferro para que esta passasse por Santo Antônio do Monte. Ele acreditava que a estrada de ferro seria portadora de desenvolvimento para a cidade e, mais ainda, sonhava em fazer de Samonte a maior cidade da região centro-oeste de Minas. Para os padrões da época, a cidade já era relativamente grande. Para se ter uma idéia, a escola que ele conseguira com que o governo estadual construísse, foi inaugurada em 1917 com trezentos alunos, um número elevado para os padrões da época, especialmente para uma cidade do interior do estado. Essa escola levou o nome de seu fundador, sendo em sua fachada escrito em relevo o nome original, ou seja, “Grupo Escolar Amâncio Bernardes”. Porém, depois que as duas siderúrgicas implantadas na cidade explodiram, a economia foi deslocada totalmente para o setor de fabricação de fogos de artifício, sendo que a cidade não cresceu tanto quanto o coronel sonhara.

Com o passar dos anos, o transporte de passageiros foi desativado e a ferrovia que passa pelo centro de Santo Antônio do Monte é utilizada apenas para o transporte de carga. O que no início do século XX foi uma conquista, atualmente, em pleno século XXI, tornou-se um problema para a cidade. A passagem de longos trens cargueiros em curtos intervalos de tempo, durante vinte e quatro horas por dia, causa transtornos no trânsito do centro da cidade e em passagens em alguns outros bairros, bem como provoca ruídos incômodos e acidentes envolvendo veículos nas passagens de nível. Há um projeto do Ministério dos Transportes para a retirada da linha de ferro do centro da cidade para um local fora do perímetro urbano.

A primeira rodovia pavimentada com asfalto até Santo Antônio do Monte foi inaugurada em 22 de Janeiro de 1968. Trata-se da MG 164, trecho de Santo Antônio do Monte à MG 050, passando por Pedra do Indaiá. Com isso, foi efetivada a ligação rodoviária de Santo Antônio do Monte a Belo Horizonte através de rodovia asfaltada.

Já a rodovia ligando Santo Antônio do Monte a Lagoa da Prata foi pavimentada na segunda metade da década de 1980. O trecho da MG 164, ligando Santo Antônio do Monte a Bom Despacho, foi pavimentado em duas etapas. Na primeira etapa, no final dos anos 90, foi pavimentado até as proximidades do povoado da Chapada, num lugar denominado Pirulito. Já na segunda etapa, foi pavimentado o restante da rodovia até Bom Despacho. Esta segunda etapa foi inaugurada em março de 2006.

A fabricação de fogos de artifício em Santo Antônio do Monte teve início na segunda metade do século XIX, mantendo-se de forma artesanal até a década de 1940, quando foram instaladas as primeiras fábricas legalmente constituídas. Em 1859, os irmãos Joaquim Silva e Luís Mezêncio Silva, conhecidos por Irmãos Macota, fabricavam fogos de artifício e pólvora artesanalmente e, então, vendiam seus produtos pela região transportando-os em carroças e carros de boi. A iniciativa para a implantação de fábricas com produção industrial se deve a Conrado José do Nascimento que, em 1945, fundou a primeira indústria de fogos de artifícios de Santo Antônio do Monte. A partir de então, foram numerosas as empresas que surgiram, sendo que muitas foram desativadas ao longo do tempo. Uma característica dessas empresas sempre foi estarem estritamente ligadas ao âmbito familiar, passando de geração em geração. O novo milênio trouxe novos valores de mercado, obrigando muitas empresas a ampliarem sua produção e a buscarem qualidade para concorrer com os fogos de artifício importados. Atualmente, existem cerca de cinqüenta indústrias pirotécnicas instaladas no município de Santo Antônio do Monte, em áreas fora do perímetro urbano. Essa concentração faz com que a cidade, bem como os municípios de seu entorno, seja o maior pólo produtor de fogos de artifício do mundo ocidental.

Em 2006 foi inaugurado o Centro Tecnológico em Pirotecnia, que recebeu o nome do empresário Oscar José do Nascimento, bem como uma unidade do SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Esse complexo, mantido pelo SENAI e destinado a cursos profissionalizantes e à realização de análises de fogos de artifício, resultou da parceria da FIEMG – Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e do SINDIEMG – Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais. O laboratório deste Centro Tecnológico é o único do Brasil autorizado pelo Exército a fazer as análises de fogos de artifícios comercializados no país, tanto de origem nacional quanto de origem estrangeira. O Centro Tecnológico está localizado no Bairro Mãe Chiquinha, ao lado do Bairro Senhora de Fátima.

Por quase dois séculos, o núcleo urbano de Santo Antônio do Montes esteve reduzido ao que atualmente forma o centro da cidade, ou seja, a área que vai dos arredores da praça da matriz até o local onde se encontra a estação ferroviária, sendo delimitado pelo traçado das atuais avenidas JK e Coronel Amâncio Bernardes. Na década de 1950 foi criado o bairro Senhora de Fátima e, mais ou menos por essa época, já existia boa parte do que atualmente é o bairro Dom Bosco. A formação do bairro Dom Bosco, bem como de parte do bairro Bela Vista, deu-se a partir dos limites da estrada de ferro. No final da década de 1970, foi criada a parte do bairro Bela Vista compreendida pelas ruas próximas à igrejinha Cruz do Monte. Também nessa época foi criado o bairro São Lucas. Já o bairro Monsenhor Otaviano e o bairro São José foram criados na década de 1980. Também dos anos de 1980 são os conjuntos habitacionais Sinhá Linhares e Flávio de Oliveira. O bairro São Geraldo, inicialmente com o predomínio de indústrias de artefatos de cimento, desenvolveu-se também a partir da década de 1970. O bairro da Chácara teve sua criação no início da década de 1990. Também por essa época foi criada uma considerável expansão no bairro Dom Bosco, do lado de baixo da rodovia para Lagoa da Prata. O lançamento do bairro Mangabeiras, em meados da década de 1990, abriu caminho para a expansão da cidade na direção leste para além dos limites impostos pela linha de ferro. Também da década de 1990 é o conjunto habitacional Maria Angélica de Castro e o bairro Planalto. No início da primeira década do milênio foi construído o conjunto habitacional Wilmar de Oliveira e, pouco tempo depois, o conjunto habitacional Geraldo Luís de Castro. O bairro residencial Retiro do Lago também foi formado nessa época. Embora tenha sido lançado ainda no final da década de 1980, o bairro Cidade Jardim até hoje encontra-se pouco povoado.

Em 1832, Santo Antônio do Monte contava com uma população de 3.542 habitantes. Hoje, quase duzentos anos depois, um bairro como o São Lucas ou o Dom Bosco possui este mesmo número de habitantes. Dados do censo de 1872 informam que havia 1.842 escravos em Santo Antônio do Monte.

A economia do município de Santo Antônio do Monte esteve ligada a várias atividades ao longo do tempo. A produção de café, de açúcar e de gado teve períodos de prosperidade e de decadência, conforme a economia nacional. A produção de ovinos, suínos e eqüinos também já teve algum destaque, bem como a produção de aves para abate. Um fato curioso foi a produção vinícola, trazida pelos imigrantes italianos, que fez de Santo Antônio do Monte o maior produtor de vinhos em Minas Gerais no início do século XX. A partir da metade do século XX, como já foi dito, a produção de fogos de artifícios passou a se destacar e passou a prevalecer sobre as atividades agrícolas. Na década de 1990, surgiu o comércio ambulante de vendas domiciliares de artigos de perfumaria e enxovais. Os vendedores, saindo semanalmente de Santo Antônio do Monte, dirigiam-se a outros estados, principalmente o Rio de Janeiro, onde as mercadorias são comercializadas. Este novo tipo de comércio foi o responsável pelo grande e rápido desenvolvimento econômico que se deu na cidade a partir de meados dos anos de 1990. O comércio da cidade, desde eletrodomésticos até produtos alimentícios, que vivera estagnado até essa época, rapidamente se transformou. Foram abertas filiais de grandes lojas de eletrodomésticos e de supermercados, surgiram novos postos de combustíveis, novas farmácias, revendedoras de automóveis, lojas de roupas e de materiais de construção e, em poucos anos, o comércio da cidade cresceu como nunca antes. A causa desse rápido desenvolvimento se deve ao comércio ambulante de artigos de perfumaria e de enxovais o qual é possui a característica de desconcentrar a renda. As atividades econômicas anteriores, especialmente a produção de fogos de artifícios e de produtos agrícolas, possuem a característica de serem fortemente concentradoras de renda nas mãos de poucos, isto é, somente os proprietários.

A comprovação de que a renda proveniente do comércio ambulante domiciliar é bem distribuída verifica-se no crescimento do setor da construção civil em Santo Antônio do Monte. Ora, casas residenciais de boa qualidade foram e continuam sendo construídas em todos os bairros, notadamente em bairros anteriormente considerados não-nobres. Outra comprovação está no aumento considerável do número de automóveis, os quais anteriormente eram pouco acessíveis aos operários das indústrias.

A iluminação elétrica foi inaugurada em Santo Antônio do Monte em 1917, por iniciativa do coronel Amâncio Bernardes, então presidente da Câmara Municipal. A usina foi construída na Cachoeira dos Borges. Alguns anos depois, foi construída uma nova usina na Cachoeira do Diamante. Em 1964, a Cemig assumiu os serviços de fornecimento de energia elétrica para o município. A energia fornecida foi trazida à cidade através de rede originária da subestação de Pedra do Indaiá. Com o desenvolvimento da cidade, torna-se atualmente necessária a melhoria no fornecimento de energia para o município.

O fornecimento de água potável canalizada em Santo Antônio do Monte foi inaugurado em 12 de Outubro de 1906, durante a gestão do prefeito coronel José Luís Gonçalves Sobrinho. A implantação da rede de coleta de esgotos foi realizada a partir de 1945. A Copasa assumiu os serviços de fornecimento de água tratada em 1965. Os serviços de coleta de esgotos, contudo, permaneceram sob a responsabilidade do município. Em 2004 a Copasa renovou com a prefeitura municipal a concessão do fornecimento de água tratada para a cidade. Nessa renovação da concessão, a empresa estadual assumiu também os serviços de coleta e tratamento de esgotos. Além de melhorias nas redes, tanto de água tratada quanto de esgotos, a Copasa assumiu o compromisso de construir estações de tratamento de esgotos coletados. Contudo, a obra de construção da estação de tratamento ainda encontra-se em andamento até a presente data.

O primeiro jornal de Santo Antônio do Monte, chamado “Inhaúma”, foi fundado na segunda metade do século XIX pelo português Bento José Dantas. Ao que parece, alguns anos depois o nome foi mudado para “Aristarcho”, já que o mesmo Bento José Dantas era o redator desse jornal em 1885. Em 1923 foi fundada uma tipografia por José Mendes Mourão, o qual fundou nesse mesmo ano o jornal “Porta-Voz”. O jornal “A Pátria” foi fundado em 1938 por Job Viegas. Na década de 1940 existiu o jornal “O Tempo” e, no final da década de 1950, exatamente em 25 de Dezembro de 1959, foi fundado “O Farol”. O jornal paroquial “A Nossa Cidade” foi fundado pelo padre José Nunes em 15 de Agosto de 1976. No final da década de 1980 foi fundado o jornal “Pirata Montense” por Telinha Castro, o qual circulou até o ano de 1991. Atualmente o jornal foi reativado em formato virtual e disponibilizado na internet. Em 1998 foi fundada a “Gazeta Montense”, com circulação semanal, o qual tem atualmente uma tiragem de 1.000 exemplares. O jornal paroquial “Partilhando” começou a circular em março de 2005, sendo que esta sua primeira edição trouxe o nome “Informativo Paroquial”. Já a segunda edição veio com o nome “Partilhando Com Os Fiéis”, sugerido pelo então seminarista Marcelo Ribeiro. Alguns meses depois, o nome foi reduzido para “Partilhando”. Atualmente, os únicos jornais da cidade cuja circulação é permanente são a “Gazeta Montense” e o “Partilhando”.

A comunicação via telefone foi implantada em Santo Antônio do Monte em 1929. Inicialmente, apenas algumas fazendas possuíam ligação com a cidade e, na área urbana, poucas residências dispunham de linha telefônica. A Telefônica Santo Antônio do Monte S.A. foi criada em 1959. Esta empresa operou até 1977, quando a Telemig assumiu os serviços de telefonia no município.

A telefonia celular foi introduzida no Brasil em 1990. Em Santo Antônio do Monte, a extinta empresa Telemig Celular implantou o serviço de telefonia móvel em 1992. Nos anos seguintes, outras operadoras levantaram suas torres de transmissão e recepção nos arredores da cidade.

O serviço de acesso à internet foi inaugurado em Santo Antônio do Monte em 1999, através da prestação por uma filial da empresa X-Next, de Divinópolis. A partir do final do ano de 2002, a empresa Isimples Telecom assumiu a completa prestação de serviços de acesso à internet no município. Inicialmente, os serviços foram disponibilizados via rede telefônica e, alguns anos depois, foram disponibilizados via rádio e via cabo. A empresa se expandiu e, atualmente, presta serviços na área também em Pedra do Indaiá, em Itapecerica e em Pium-hy. Além disso, ainda mantém parcerias com empresas do setor em Arcos, Dores do Indaiá e Campo Belo.

A Rádio Montense, com transmissão em freqüência modulada, começou a operar em 1988. Em 2007, a Rádio Samonte, de caráter comunitário, também com transmissão em freqüência modulada, começou a operar. Seu alcance, entretanto, limita-se quase que somente ao perímetro urbano e arredores da cidade. A Rádio Montense, no entanto, atinge um raio superior a 200 quilômetros, conseguindo abranger mais de 100 municípios mineiros. Atualmente opera com potência de 30.000W, tendo seus transmissores instalados a 1.100 metros de altitude.

Santo Antônio do Monte possui, atualmente, um comércio bastante desenvolvido. A cidade conta com sete supermercados de grande porte, sendo dois deles filiais de grandes redes. Há algumas revendedoras de automóveis na cidade, sendo em sua maioria de pequeno porte. Farmácias e óticas existem em número adequado, bem como padarias e lanchonetes. Quanto a lojas de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, há cinco lojas de grande porte, sendo três filiais de grandes redes. Um bom indicador comercial é, sem dúvida, o número de postos de combustíveis, num total de sete, e também de agências bancárias, as quais somam o total de seis agências. Há duas agências do Banco Credimonte-Bancoob, uma do Banco do Brasil, uma da Caixa Econômica Federal, uma do Banco Itaú, uma do Banco Bradesco. Há ainda uma agência do Banco Popular e duas casas lotéricas. Segundo dados do IBGE referentes ao ano de 2006, Santo Antônio do Monte possui 591 estabelecimentos comerciais e 204 estabelecimentos industriais. As indústrias, em sua maioria, são de fogos de artifício e de componentes destinados à sua produção. Contudo, há um número considerável de pequenas fábricas de calçados femininos e também de peças íntimas. No setor gráfico, há uma empresa de grande porte e outras três de porte médio.

Há, também, o Instituto Regional da Saúde da Mulher, mantido pela Fundação José Maria dos Mares Guia, o qual está instalado nos prédios do antigo Colégio Eneida Leite de Oliveira. A sede deste colégio foi construída no início da década de 1980 no então novo bairro Bela Vista. A escola funcionou durante alguns anos daquela década e foi desativada. Cerca de dez anos depois, os prédios foram usados para sediarem as instalações do Instituto da Mulher. Este instituto foi fruto do projeto do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto São Francisco, que surgiu no final da década de 1990. Atualmente, o instituto é uma referência em saúde para todas as cidades da região, sendo capacitado para a realização de exames de alta precisão.

Toda cidade está em constante evolução e, com Samonte, não poderia ser diferente. Ainda há muito a se fazer para a cidade ficar melhor; ainda há muitos serviços dos quais a cidade precisa; ainda é preciso serem implantadas mais indústrias que possam diversificar mais a economia do município e também gerar mais empregos.

No que se refere ao trânsito urbano, faz-se urgente a retirada da estrada de ferro do centro e também a construção do anel viário interligando as três rodovias as quais, atualmente, atravessam a área central da cidade. Sendo estas obras realizadas, certamente seria solucionado o problema de poluição sonora e transtornos causados tanto pelos trens quanto pelo tráfego de veículos pesados.

Santo Antônio do Monte é uma cidade de arquitetura caracteristicamente moderna. Na área central ainda existem algumas construções do início do século XX e, embora sejam bem mais raras, ainda é possível encontrar alguma do final do século XIX. Atualmente, a área central e os bairros Senhora de Fátima e São Lucas são locais nos quais há vários edifícios altos. Alguns possuem mais de dez andares. A maioria, no entanto, tem entre cinco e dez andares. Há também muitos edifícios de dois e três andares em praticamente todos os bairros da cidade. Assim, aquela imagem tradicional que se tem das pequenas cidades do interior, as quais são constituídas por simpáticas casas pequeninas com janelas despreocupadamente abrindo para a rua, dificilmente pode ser associada a Samonte. Ainda há muitas casas assim as quais, entretanto, possuem grades nas janelas ou estas permanecem sempre fechadas.

Enfim, Santo Antônio do Monte é uma cidade agradável para se viver, onde é possível morar em bairros tranqüilos e, ao mesmo tempo, estar próximo das comodidades modernas e atuais. Com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,779, valor este referente ao ano 2000, a cidade possui qualidade de vida relativamente boa. Ora, este índice é considerado médio. Divinópolis apresenta um índice de 0,831; Arcos, 0,808; Bom Despacho, 0,799 ; Formiga, 0,793 ; Nova Serrana, 0,801; Luz, 0,801. Todas estas cidades próximas apresentam índices elevados, uma vez que refletem melhores condições em educação, saúde e infraestrutura. Além disso, o IDH do Brasil, segundo dados referentes ao ano de 2007, é de 0,813. Portanto, é urgente e necessário melhorar o índice IDH de Santo Antônio do Monte para que o mesmo ultrapasse 0,8 e, assim, as condições qualitativas de vida do município sejam adequadas e mais dignas para seus moradores.

Nilson Antônio da Silva

Para citar o conteúdo deste artigo, por gentileza utilizar a seguinte referência:

SILVA, Nilson Antônio da. História de Santo Antônio do Monte. Santo Antônio do Monte: RN TTESTT, 2010.

Todos os direitos reservados. Esta obra encontra-se registrada na Fundação Biblioteca Nacional sob o número 513213.

Colabore com o registro da história de Santo Antônio do Monte enviando suas sugestões, informações e eventuais correções para o e-mail abaixo:

Samonte1758@gmail.com

Referências

MARCONDES, Renato Leite. Estrutura da posse de cativos no Paraná e em Minas Gerais (1872-1875). XIV Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, Caxambu-MG, 20-24 de Setembro de 2004.

MARTINS, Tarcísio José. Quilombo do Ribeirão de Santo Antônio. Disponível em:
http://www.mgquilombo.com.br/site/Artigos/Reminiscencias-Quilombolas/Quilombo-do-Ribeirao-de-Santo-Antonio.html. Acesso em: 19 Julho 2010.

MELO, Helena do Carmo Pereira de. Gazeta Montense. Ano XII, nº 567, 28 de Maio de 2010. Santo Antônio do Monte: Editora Gazeta Montense, 2010.

MORAES, Dilma. Santo Antônio do Monte: doces namoradas, políticos famosos. [Belo Horizonte]: Minas Gráfica Editora, 1983.

SANTOS, Elisângela Maria Melo. O trabalhador pirotécnico de Santo Antônio do Monte e seu convívio diário com o risco de acidente súbito. Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 2007.

_______. Boletim da Secretaria de estado de transportes e obras públicas. Secretaria de Estado de Governo, 27/03/2006. Belo Horizonte, 2006.

_______. Consórcio Intermunicipal de Saúde. Instituto Polis – Boletim AA Nº 161-2000. São Paulo: 2000.

_______. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Volume XXVII ano 1959.

_______. IBGE – Área territorial oficial – consulta por município. Disponível em:
http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/areaterritorial/area.php?nome=Santo+Ant%F4nio+do+Monte&codigo=&submit.x=34&submit.y=10. Acesso em: 13 Julho 2010.

_______. Institucional. Disponível em:
http://www.radiomontensefm.com.br/. Acesso em: 11 Junho 2010.

_______. Library of Congress Online Catalog - Famílias que construíram a história de Santo Antônio do Monte. Disponível em:
http://catalog.loc.gov/cgi-bin/Pwebrecon. cgi?DB=local&BBID=12745162&v3=1 e também em: http://lccn.loc.gov/2001299669. Acessos em: 13 Julho 2010.

_______. Mais seis cidades renovam concessões. Disponível em:
http://www.copasa.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=268&sid=129&tpl=printerview. Acesso em: 11 Junho 2010.

_______. Página informativa virtual do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais.

_______. Porta-Voz. Nº 33 e 34 – Ano I – Santo Antônio do Monte, 19 de Fevereiro de 1928.

_______. Santo Antônio do Monte se torna oficialmente Centro de Avaliação Técnica do Exército Brasileiro. Disponível em:
http://www.fiemg.org.br/Default.aspx?tabid =3738. Acesso em: 08 Julho 2010.

_______. Tabela do Índice de Desenvolvimento Humano 1991-2000. Disponível em:
http://www.pnud.org.br/atlas/tabelas/index.php. Acesso em: 13 Julho 2010.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Festas e Eventos Anuais

Festa de Santo Antônio: durante o mês de Junho
Exposamonte: durante o mês de Julho
Festa do Foguete: durante o mês de Setembro ou Outubro
Aniversário de Emancipação Político-Administrativa: 16 de Novembro

Dados Complementares

Instituições de Ensino Superior: 01 (IBGE 2007)
Escolas de Ensino Médio: 04 (IBGE 2007)
Escolas de Ensino Fundamental: 20 (IBGE 2007)
Escola de Ensino Pré-Escolar: 05 (IBGE 2007)
Instituições de Ensino Especial: 01

Creches: 04
Asilos de Idosos: 01
Comunidades Terapêuticas: 01
Ginásios Poliesportivos: 02
Museus: 01

Taxa de Alfabetizados: 87,9 (IBGE 2000)
Taxa de Analfabetos: 12,1 (IBGE 2000)
Alunos Matriculados na Rede Estadual: 2.990 (IBGE 2007)

Instituições Bancárias: 08 agências
Casas Lotéricas: 02

Hospitais: 02
Pronto Socorro: 01
Farmácias: 11
Farmácia Pública: 01
Laboratórios de Análises Clínicas: 03

Estabelecimentos Industriais: 204 (IBGE 2006)
Estabelecimentos Comerciais: 591 (IBGE 2006)
Hotéis: 07
Postos de Combustíveis: 08
Lan Houses: 02

Transporte Rodoviário Urbano: 01 empresa
Transporte Rodoviário Interurbano: 02 empresas
Taxis: 13
Mototáxis: 03 empresas

Nº de Automóves: 6.099 (DENATRAN-Dez/2009)
Nº de Motocicletas: 1.754 (DENATRAN-Dez/2009)
Nº de Motonetas: 238 (DENATRAN-Dez/2009)
Nº de Caminhões: 417 (DENATRAN-Dez/2009)
Nº de Caminhonetes: 1.158 (DENATRAN-Dez/2009)
Nº de Ônibus: 89 (DENATRAN-Dez/2009)
Nº de Micro-ônibus: 37 (DENATRAN-Dez/2009)
Nº de Outros Veículos: 356 (DENATRAN-Dez/2009)

Paróquias: 03 (Paróquia Santo Antônio, Paróquia São José e Paróquia Dom Bosco)
Padroeiros: Santo Antônio, São José e Dom Bosco
Horários de Missas:
Terça a Sexta: 19:00 Sábado: 18:00
Domingo: 07:00, 08:30, 08:40, 10:00, 15:00, 16:00, 17:00, 18:00 e 19:30

Emissoras de Rádio: 02
Jornais: 01 semanal e 01 mensal
Revistas: 01 mensal
Correios: 01 agência

Saneamento Fornecimento de água tratada: 96% da cidade
Coleta de esgotos: 92% da cidade
Tratamento de esgoto: não possui

Número de domicílios: 10.193

Cartórios: 05
Agências INSS: 01
Agências Fazendárias: 01

Segurança Pública
Polícia Militar do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais
Conselho Municipal de Segurança Pública

Distâncias da Sede do Município às Comunidades Rurais (Fonte Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Monte):
Abreus: 09 Km
Alecrim: 23 Km
Arrozal: 11 Km
Batatal: 25 Km
Buritis: 10 Km
Cabrais: 14 Km
Cachoeira Bonita: 18 Km
Camargos: 20 Km
Campo dos Bois: 15 Km
Capela dos Nicos: 18 Km
Cascata: 25 Km
Coqueiros: 26 Km
Doce: 35 Km
Espraiadinho: 08 Km
Espraiado Veloso: 29 Km
Estiva: 11 Km
Ferreiras: 21 Km
Francisco Brás: 17 Km
Fundão: 10 Km
Grotadas: 28 Km
Lajinha: 25 Km
Lambari: 17 Km
Maçaroca: 28 Km
Montevidéu: 09 Km
Nenêns: 20 Km
Pedra Corcunda: 35 Km
Picada: 22 Km
Ponte Nova: 09 Km
Ponte Pedra: 18 Km
Raposos: 18 Km
Riacho: 18 Km
Ribeirão: 34 Km
Santa Clara: 21 Km
Santana: 35 Km
São José das Rosas: 18 Km
Teixeiras: 26 Km

Bairros: 25
01 - Centro
02 - São Miguel
03 - Dom Bosco
04 - Senhora de Fátima
05 - Bela Vista
06 - São Lucas
07 - São Geraldo
08 - Sinhá Linhares
09 - Flávio de Oliveira
10 - Monsenhor Otaviano
11 - São José
12 - Cidade Jardim
13 - Chácara
14 - Maria Angélica
15 - Mangabeiras
16 - Boa Vista
17 - Retiro do Lago
18 - Planalto
19 - Wilmar de Oliveira
20 - Geraldo Borges
21 - Renascença
22 - Indústrias
23 - Belvedere
24 - São Paulo
25 - Chico Sabino

Dados Oficiais

População: 25.989 (censo IBGE 2010)
Taxa de crescimento anual estimada: 2,0% (IBGE)
População masculina: 13.205 = 50,81% (IBGE 2010)
População feminina: 12.784 = 49,19% (IBGE 2010)
População Urbana: 22.205 = 85,44% (IBGE 2010)
População Rural: 3.784 = 14,56% (IBGE 2010)
Número de Eleitores: 17.438 (TSE - Novembro/2009)

IDH: 0,779 médio (Fonte PNDU 2000 Brasil)
PIB: R$ 176.976.000 (IBGE 2005)
Renda per capita: R$ 6.575,00 (IBGE 2005)

Localização: região centro-oeste de Minas Gerais
Área: 1.129,35 km²
Densidade demográfica: 22,75 hab/km²
Altitude: 1.052 m
Fuso horário: UTC-3
Latitude: -20° 05' 14''
Longitude: 45° 17' 37''

Clima: tropical temperado
Ventos: predominância NE
Temperatura média: 23º
Variação de temperatura: de 10º a 35º
Chuvas: precipitação anual média 1.800 mm a 2.000 mm
Período chuvoso: outubro a abril
Bacia Hidrográfica: Rio São Francisco
Rios Principais: Rio Lambari e Ribeirão Diamante
Relevo: predominância de montanhas
Vegetação: cerrado
Reservas Minerais: argila e caulim (DNPM)

Gentílico: santoantoniense

Acessos: Rodovias MG-164 e MG-429
Distância de Belo Horizonte: 194 km
Distância de Divinópolis: 70 km
Distância de Lagoa da Prata: 30 km
Distância de Bom Despacho: 45 km
Distância de Arcos: 65 km
Distância de Formiga: 71 km
Distância do Rio de Janeiro: 530 km
Distância de Brasília: 700 km
Distância de São Paulo: 515 km

Municípios vizinhos: Divinópolis, Lagoa da Prata, Formiga, Pedra do Indaiá, São Sebastião do Oeste, Arcos, Luz e Bom Despacho

Comarca de Santo Antônio do Monte
Municípios: Santo Antônio do Monte e Pedra do Indaiá
Área: 1.478,44 km²
População: 30.238 (Estimativa IBGE 2012)
Número de Eleitores: 20.859 (TSE - Novembro/2009)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

II Exposição Fotográfica Aves dos Montes

O fotógrafo Daniel Silva, de Santo Antônio do Monte, realizou durante a segunda quinzena deste mês de novembro a 2ª Exposição Fotográfica"Aves dos Montes", a qual teve lugar nas instalações do "Centro Cultural e Turístico João Robson de Castro". A exposição fez parte da agenda de eventos comemorativos do feriado municipal da emancipação política-administrativa do município.
Cinquenta fotografias selecionadas pelo autor constituíram a exposição, nas quais aves típicas do município foram flagradas em locais inusitados, como em ninho feito sobre vaso de flores domésticas. Várias espécies de pica-paus, aves de rapina e outras foram o objeto das lentes precisas e artísticas do fotógrafo em diversos locais urbanos e rurais de Santo Antônio do Monte.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eros Biondini em Santo Antônio do Monte

O deputado federal eleito Eros Biondini esteve em Santo Antônio do Monte na tarde de 17 de Outubro de 2010. Ele participou da Missa dominical das 19:30 horas, celebrada na Igreja Matriz da Paróquia Santo Antônio pelo Monsenhor Olavo Jacinto Sobrinho, ocasião em que esteve cantando com os jovens do coral do Grupo Frutos de Maria. Terminada a Missa, Biondini ainda cantou duas canções e agradeceu a confiança nele depositada por ocasião de sua eleição à Câmara Federal.
Vivemos numa época em que se faz absolutamente urgente e necessário que os Cristãos se voltem para a participação na política para defender a vida humana. A vida, a maior dádiva de Deus ao ser humano, hoje em dia vê-se ameaçada por todos os lados e, por essa razão, cabe ao Cristão assumir a sua defesa diante do mundo. Ora, defender a vida é defender a obra maior de Deus e, portanto, é defender e testemunhar o Senhor diante do mundo.

sábado, 14 de agosto de 2010

Pouca Vogal em Santo Antônio do Monte

A apresentação da banda "Pouca Vogal", a "menor banda de rock do Brasil", que aconteceu na madrugada de sexta para sábado, dia 13 de Agosto de 2010, na casa de shows "Saloon", em Santo Antônio do Monte, foi sem dúvida alguma um acontecimento especial para os fãs do rock, os quais lotaram a pista e camarotes. Gessinger e Leindecker tocaram músicas do cd Pouca Vogal e também, para o entusiasmo maior da plateia, várias músicas clássicas do Engenheiros do Hawaii. Durante a execução de Terra de Gigantes, Gessinger levantou aplausos quando cantou "Santo Antônio do Monte é uma ilha a milhas e milhas de qualquer lugar nessa terra de gigantes que trocam vidas por diamantes..." Afinal, qualquer lugar neste universo imenso não é, na verdade, uma ilha? Gessinger foi extremamente simpático com o público durante toda a apresentação. Ao final, a banda retornou ao palco duas vezes sob aplausos enquanto cantava Pra Ser Sincero e Infinita Railway. Lembrando as palavras de um amigo, é interessante observar o quanto deve ser diferente para o Gessinger, que estava acostumado a se apresentar em estádios com uma banda grande para multidões com milhares de pessoas, agora estar na "menor banda de rock do Brasil", se apresentando numa casa de shows pequena, numa cidade pequena, para uma plateia de pouco mais de mil pessoas...! Que sensação seria para ele? Para nós, que assistimos, foi uma sensação ótima poder estar bem próximo da banda!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Paróquia São José - 37 Ministros Extraordinários da Eucaristia

Em 31 de Julho de 2010, durante a missa celebrada às 19:00 h no pátio do Centro Social "Padre José Nunes", na sede da Paróquia São José, o bispo diocesano Dom Antônio Carlos Félix realizou a investidura de 37 Ministros Extraordinários para a Sagrada Eucaristia que atuarão por tempo determinado nas comunidades paroquiais. Esses ministros foram escolhidos pelas comunidades em que moram e, em seguida, foram aprovados pelo pároco Padre Adelson. Após a aprovação, foram indicados formalmente ao bispo diocesano que, então, investiu a cada um na função de ministro extraordinário da sagrada eucaristia em cerimônia durante a celebração desta missa. Estes são os primeiros ministros extraordinários da eucaristia da Paróquia São José, a nova paróquia de Santo Antônio do Monte. A cerimônia de investidura dos novos ministros também foi a ocasião da primeira visita do bispo diocesano à nova paróquia. Dirigindo-se ao Padre Adelson e à comunidade presente, Dom Félix afirmou sentir-se satisfeito com o andamento dos trabalhos de implantação da paróquia. Em suas palavras, "algumas crianças aprendem a andar mais cedo"!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

10 - Rodovias de Acesso a Santo Antônio do Monte - MG


Rodovias de acesso a Santo Antônio do Monte - MG.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Vista Via Satélite de Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite de Santo Antônio do Monte - MG.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Bairro São José das Rosas - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite de São José das Rosas, localizado a 18 quilômetros do Centro de Santo Antônio do Monte - MG.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Parque de Exposições - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite do Parque de Exposições de Santo Antônio do Monte - MG.
Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Bairro Wilmar de Oliveira, Bairro Planalto e Bairro Maria Angélica - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite do Bairro Wilmar de Oliveira, do Bairro Planalto e do Bairro Maria Angélica.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Bairro Senhora de Fátima e Bairro São Lucas - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite do Bairro Senhora de Fátima e do Bairro São Lucas.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Bairro São José, Bairro Sinhá Linhares e Bairro Flávio de Oliveira - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite do Bairro São José, do Bairro Sinhá Linhares e do Bairro Flávio de Oliveira.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Bairro Monsenhor Otaviano, Bairro Mangabeiras e Bairro Belvedere - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite do Bairro Monsenhor Otaviano, do Bairro Mangabeiras e do Bairro Belvedere.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Bairro Geraldo Luís de Castro e Bairro Retiro do Lago - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite do Bairro Geraldo Luís de Castro e Bairro Retiro do Lago.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Bairro Dom Bosco e Bairro da Chácara - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite do Bairro Dom Bosco e do Bairro da Chácara.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Bairro São José - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite do Bairro São José.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Bairro Boa Vista - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite do Bairro Boa Vista.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Bairro Bela Vista - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite do Bairro Bela Vista.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.


Área da Lagoa do Chico Sabino - Santo Antônio do Monte - MG


Vista via satélite da área em torno da Lagoa do Chico Sabino, a qual fica entre o Centro e os Bairros Bela Vista, Cidade Jardim e São Geraldo.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Centro de Santo Antônio do Monte


Vista via satélite do Centro de Santo Antônio do Monte.

Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

Centro, Bairro Senhora de Fátima e Bairro São Lucas


Vista via satélite do Centro de Santo Antônio do Monte e também dos Bairros Senhora de Fátima e São Lucas.
Fonte da imagem: fotografia digital tirada por satélite disponibilizada de forma gratuita por Google Earth e Google Maps.

terça-feira, 23 de março de 2010

09 - Mapa de Minas Gerais Com a Localização de Santo Antônio do Monte


Neste mapa encontra-se a localização de Santo Antônio do Monte no estado de Minas Gerais.

08 - Mapa da Localização de Santo Antônio do Monte em Minas Gerais


Este mapa mostra a localização do município de Santo Antônio do Monte na região Centro-Oeste do Estado de Minas Gerais.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

07 - Mapa da Localização de Santo Antônio do Monte-MG


Este mapa mostra a localização de Santo Antônio do Monte.

Fonte: Wikimaps


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

História da Comunidade de Bom Jardim


Bom Jardim é uma comunidade localizada entre os municípios de Santo Antônio do Monte e Pedra do Indaiá, sendo cortada pelo Rio Cachoeira, que desce da região da Maçaroca e é divisa natural entre os dois municípios. Dentro do município de Santo Antônio do Monte, a localidade de Bom Jardim faz limites com as localidades da Maçaroca, da Lajinha e de Camargos, sendo que esta última também possui terras pertencentes ao município de Pedra do Indaiá. A sede da localidade de Bom Jardim é a capela dedicada ao seu padroeiro, São Sebastião, a qual encontra-se localizada em terras atualmente pertencentes ao município de Pedra do Indaiá estando, contudo, a menos de quinhentos metros de distância da divisa com o município de Santo Antônio do Monte.

De acordo com a tradição, a capela de São Sebastião foi construída por escravos no início do século XVIII. Entretanto, não há nenhum documento que trate a respeito da sua construção. Tudo que resta são fontes orais, as quais permanecem na memória dos moradores mais antigos da comunidade. Por exemplo, segue o depoimento de um morador cuja família reside há gerações em Bom Jardim:
“Eu José Ferreira Filho (Zé Quinca), nascido no dia 09 de Agosto de 1928, com 81 anos de idade; declaro que conheço a capela a mais de 70 anos. Comecei a ir à fazenda do Portel guiando boi para meu avô Vicente Jerônimo com 10 anos de idade, e passava perto da capela. Depois eu ia às missas lá, desde 1940, as missas eram de muita gente, enchia a Igreja, iam todos a cavalo, porque não existia carro naquela época. Eu ia a cavalo, com o Padre João Bruno Barbosa. Naquela época havia batizado, até casamento. Em 1950 ouve o primeiro recenseamento do Brasil; eu fui recenseador. E perguntam pelos idosos daquela época, como por exemplo o Sr. Francisco Cabral, o Florísio, o Juca Vieira, se eles lembrava de quando foi construída a capela, eles não sabiam a data exata, mas falava que ela tinha sido construída no início do século 18, mas não sabiam por quem, e também não sabiam quem tinha doado o terreno. Ela passou por muitas reformas, ela era de telha cumbuca, o senhor Narcísio (Cizico), foi um dos tesoureiros que ficou responsável pela capela mais tempo, foi tesoureiro durante muitos anos, foi ele quem fez a troca do telhado, de telha cumbuca para telha francesa. As missas eram muito movimentadas, muita gente, havia leilões, e até venda ao redor da Igreja, o povo fazia. José Ferreira Filho, depoimento escrito em 10/07/2009.”
Este depoimento encontra-se publicado no sítio da Comunidade Bom Jardim, com link para acesso no final deste artigo.
Com relação a fontes documentais escritas, a primeira e mais antiga encontrada até hoje é uma referência à capela do Bom Jardim feita no documento “Limites da atual Freguesia do Senhor Bom Jesus de Pedra do Indaiá, de Itapecerica”, o qual trata da criação do Curato de Bom Jesus de Pedra do Indaiá, que se deu em 30 de Dezembro de 1917. Até essa data, a capela do Bom Jesus estava filiada à paróquia de Santo Antônio do Monte e, o que se deduz daí é que a também capela de São Sebastião de Bom Jardim estava sob a jurisdição da paróquia de Santo Antônio. Na época, o Monsenhor Otaviano era o pároco de Santo Antônio do Monte e, pelo que as pessoas mais antigas de Bom Jardim diziam, parece que ele fazia visitas constantes à localidade.
Um ponto a ser levantado aqui é o da suposta data da construção da capela de São Sebastião. Que sua construção seja bastante antiga, não há dúvida alguma, a começar pela própria forma arquitetônica e também pelos elementos decorativos internos. Entretanto, considerar que tenha sido construída no início do século XVIII parece não ser muito adequado. Ora, a região de Santo Antônio do Monte começou a ser povoada somente em meados do século XVIII. Um dos desbravadores das regiões nas proximidades da atual Itapecerica, chamado Feliciano Cardoso de Camargos, do qual talvez derive o nome da localidade de Camargos, nas vizinhanças de Bom Jardim, somente chegou a essas terras depois de 1737. É preciso ainda considerar que a primitiva igrejinha dedicada a São Miguel, em Pedra do Indaiá, provavelmente data do ano de 1776.
Desta maneira, o que se pode concluir é que a capela de São Sebastião de Bom Jardim certamente não foi construída no início do século XVIII. Contudo, pode perfeitamente ter sido construída no início do século XIX. Se sua construção for considerada do século XIX, fica mais fácil entender suas características arquitetônicas. Ora, trata-se de um templo sem nenhuma torre. Internamente, os elementos decorativos ainda apresentam resquícios do barroco, embora não com o esplendor das igrejas coloniais mineiras. Pode-se dizer que seja um estilo mais tardio. Um exemplo pode ser encontrado na matriz de Nossa Senhora dos Remédios, em Paraty, no estado do Rio de Janeiro. Aquela igreja matriz teve sua construção iniciada na segunda metade do século XVIII, precisamente em 1787.
Não se sabe também quem foi o doador do terreno, um pequeno quadrilátero numa na encosta de uma colina suave, no qual a capela foi construída. Infelizmente, também não registros de quem a projetou e de quem executou a obra.
O que foi afirmado acima não desconsidera de forma alguma o que permanece na memória das pessoas mais idosas que vivem na comunidade de Bom Jardim. As pessoas de idade mais avançada que moram na região nasceram ainda na primeira metade do século XX e, assim, seus avós e bisavós viveram algumas dezenas de anos antes. Alguns, sem dúvida, foram pessoas que presenciaram a construção da capela. Certamente, muitos colaboraram direta ou indiretamente em sua construção.
A partir de 2003, os moradores e proprietários de sítios e fazendas da comunidade resolveram realizar uma restauração completa e adequada na capela. Para custear a obra, foi organizada uma comissão para angariar os fundos necessários através de doações, da organização de leiloes, festas e barraquinhas. Tudo isso possibilitou a recuperação da estrutura do templo, baseada em esteios, bem como de sua cobertura, portas e, ainda, foi instalado um novo púlpito.
Essa recuperação esteve sob a coordenação do técnico Edson Ribeiro Ferreiro.
Outro passo importante foi a construção de um sítio na internet, sob a responsabilidade de Rômulo Santos. Esse sítio tornou-se o local para divulgação de fotos e vídeos das festas e procissões em louvor ao padroeiro da comunidade, que passaram a ser realizadas anualmente a partir de 2005.
Durante muitas décadas, a capela de São Sebastião foi a única na região. Ora, nas localidades circunvizinhas, tanto no município de Santo Antônio do Monte quanto no de Pedra do Indaiá, não havia nenhuma capela. Na prática, entre as cidades de Santo Antônio do Monte, Pedra do Indaiá, Formiga e também Arcos, a capela de São Sebastião era a única. Nas localidades vizinhas foram construídas capelas bem depois, isto é, já em pleno século XX. Por isso, pode-se deduzir a importância da capela do Bom Jardim para toda a região.
Por outro lado, considerando-se que ela fora um ponto importante desde o século XIX, por quê em seu redor não se desenvolveu uma vila e, quem sabe, até mesmo chegando esta a se tornar uma cidade? Ora, em torno de capelas bem mais recentes no município de Santo Antônio do Monte desenvolveram-se povoados razoáveis, como é o caso de Ponte Nova, Espraiado e São José das Rosas. Entretanto, em Bom Jardim isto não aconteceu. Geograficamente, a região está bem localizada, ficando entre as cidades de Santo Antônio do Monte, Pedra do Indaiá, Formiga e Arcos. Tanto que há uma estrada passando no local que liga Santo Antônio do Monte a Formiga e outra que vai até Arcos. Mais ainda, Bom Jardim está a mais de vinte quilômetros de Santo Antônio do Monte, Formiga e Arcos. De Pedra do Indaiá, dista pouco mais de dez quilômetros. Portanto, está situada num local que perfeitamente poderia ter se desenvolvido até se tornar um povoado. Mas, então, por que isso não aconteceu?
Talvez a principal razão seja porque a terra doada para o patrimônio da capela tenha sido uma área extremamente pequena, apenas o suficiente para o templo e um largo amplo ao seu redor. Assim, não houve como pessoas construírem e se estabelecerem ao redor da capela. Um segundo motivo, não menos importante, é que não foi construída uma escola ao lado da capela, nem mesmo em meados do século XX, quando as prefeituras começaram a estabelecer pequenas escolas em comunidades rurais. Também não foi construído um posto de saúde ou, por parte da iniciativa privada, não foi criado nenhum estabelecimento comercial nas imediações.
Desta forma, o surgimento de um povoado nas imediações da capela nunca pôde se realizar. Se tivesse surgido, hoje certamente seria um povoado muito bonito, localizado numa suave colina! E tendo o belo nome de Bom Jardim!

Referências bibliográficas:

http://www.comunidadebomjardim.com.br/historia.php

http://www.comunidadebomjardim.com.br/paroquia.php

Nilson Antônio da Silva

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pessoas Célebres de Samonte

Santo Antônio do Monte - Praça da Estação - Início da década de 1940

Em todas as cidades e em todos os tempos, sempre há pessoas que, de uma maneira ou de outra, tornam-se bastante populares. Ficam conhecidas por causa de sua importância política, econômica e, na maioria das vezes, tornam-se referencial entre os habitantes da cidade. A popularidade abraça pessoas das mais diversas posições sociais, desde os mais humildes até aos mais ricos. Em Santo Antônio do Monte não poderia ser diferente. Na memória das pessoas permanece viva a lembrança de tantos que já se foram, os quais deixaram sua marca na história da cidade, ainda que tenham sido pessoas humildes. Ora, a história é feita por todos, sejam ricos e poderosos ou pobres e humildes. Esta pequena lista, cuja fonte é a Comunidade Samonte, do sítio Orkut, apresenta os nomes de muitos que foram presença marcante em nossa cidade. Os nomes surgiram da memória de várias pessoas as quais, ao relembrá-los, muitas vezes inseriram breves comentários aos nomes. Procurei manter esses comentários, já que refletem a maneira como a pessoa permaneceu na lembrança.

Além de muitas pessoas já falecidas, há também um grande número de pessoas que convivem hoje em dia com todos nós. São também conhecidas por todos no cotidiano da cidade.

Bertolt Brecht, um poeta da primeira metade do século XX, certa vez lançou num de seus poemas, dentre outros, o seguinte questionamento: “Quem construiu a Tebas das sete portas? Nos livros constam os nomes dos reis. Os reis arrastaram os blocos de pedra?”

E então, o que dizer sobre isso? É preciso entender que a história é muito mais do que o nome de reis ou do que nomes em placas nas esquinas das ruas. A história é construída diariamente por todos, isto é, por reis e por plebeus.

A Brasa
Abílio (Bonito)
Abílio do Flamengo
Aderi do Ônibus
Aggeo (Ou Ageu) Pio Sobrinho, dono da farmácia, que tomava xarope aos goles
Alfredo Charm
Ari Baeta
Ari Branco
Arnaldo Fotógrafo
Arroz da Luzia Vermelha
Avezí Carpinteiro
Badeco
Badeco (Pá)
Baiano
Bêjo
Bejú
Beraldino Batista Braga
Berruga
Betão Bombeiro
Biá (Motos)
Biga da AF
Biroi
Borreca da Cooperativa
Briga de Galo
Brizola
Cabaça do Fernandão
Cabralinho
Cachimbo
Cagudo
Cecé do Joanito
Celinho da Chuliquinha
Chandiquito da Gráfica
Chegada
Chico Balaieiro
Chico Campina
Chico da Nininha
Chico do Caboji
Chico do Rosalino
Chico Lobo
Chico Psicologia
Chico Sabino
Chiquinho (fica parado no Tumé do churrasquinho gritando com os carros)
Chiquitinho
Chiquito Felipe
Chiquito Luís
Cinquentinha
Cláudio do Caminhão
Cláudio do PX
Cordolino
Cornélio (Barbeiro)
Coronel João Rodrigues dos Santos (que valorizava tanto o estudo que enviou todos os filhos e filhas para estudarem fora numa época em que se pensava que mulher não precisava estudar)
Coteca
Cruzado
Daí Gari
Dalila (Me Dá Um Cigarro Aí Moreno)
Darci do Carmo
Darcim
Davi da Pastelaria
Davi Jorge de Souza (artista plástico e restaurador de móveis mora em Petrópolis-RJ)
Délcio do Correio
Deley do Reinado
Delfino (O Homem do Relógio)
Delfino da Rodoviária
Delfino Paia Rôcha
Dengo
Dico Bolina do Açougue
Dico Chofer
Dico Vice-Prefeito
Didi do Picolé
Dimas de Oliveira
Dinho Carazinho
Dinho do Braz
Dinho Góis Vereador
Dinho Minino
Dino Martuchelli
Dinorah do Carmo (poeta e jornalista que já foi presidente do sindicato dos jornalistas em Belo Horizonte)
Diola (quem não se lembra da Diola lá no Juca Pinto?)
Dione
Diva do Xisto
Dolé do Açougue
Domingo do Rosalino
Dona Adozina (Parteira)
Dona Agostinha Borges, professora
Dona Alaíde Tambasco
Dona Cacilda Bernardes (que saiu de Samonte sem dinheiro, reergueu as finanças da família com sua força e trabalho. Teve câncer na garganta em 1946, operou retirando inclusive as cordas vocais e inaugurou a fonoaudiologia naquela época: em frente ao espelho, sozinha, aprendeu a se comunicar falando sem som. Ajudou a todos que encontrava necessitando de atendimento médico usando de sua influência, inclusive com Juscelino Kubitscheck para internar as pessoas na santa casa em Belo Horizonte.)
Dona Dedé do Dr.Wilmar
Dona Didi, professora
Dona Dozina (a parteira que ajudou muitos bebês a virem ao mundo)
Dona Enedina Bolina (que fazia caçarola italiana)
Dona Fausta, Irmã Da D. Maria Angélica De Castro
Dona Georgina (professora de datilografia)
Dona Iná Professora
Dona Maria Angélica de Castro (que, além de fundar o colégio que ajudou a maioria dos santoantonienses a estudarem, foi secretária de educação do primeiro governo do Acre depois de elevado a estado fazendo excelente trabalho. Também foi colaboradora junto com Dona Helena Antipof na organização do programa de ensino de Minas Gerais, que virou modelo para todo o Brasil na época.)
Dona Maria Greco, professora
Dona Nina (Mãe do Castelo)
Dona Norma, professora
Dona Pina
Dona Puríssima
Dona Sônia Veneroso
Dona Zeli da Casa do Padre Vigário
Dona Zeli da Loja
Donas Cututinhas
Doutor Fausta
Doutor Lótus
Dr. Geraldo
Dr. Gilberto
Dr. João
Dr. Lúcio
Dr. Wilmar
Dr. Wilmar Filho
Efraim
Feijão Despachante
Feijão Eletricista
Fernandinho Cabeleireiro
Fernando Antônio dos Santos, o Fernandão
Finuquinho
Flavio da Mobiliadora
Fortunato da Maria Ângela
Geléia
Gentleman Sô Vítor Do Fórum
Geraldinho Coveiro
Geraldinho da Prefeitura
Geraldinho Ministro
Geraldo Borges
Geraldo da Água (um dos melhores seres humanos que já conheci.)
Geraldo da Farmácia
Geraldo do Cizico
Geraldo Quebra (da Casa do Estudante)
Gerardo Rezende
Gerardo Wardête
Getúlio Batista
Getúlio Batista
Getúlio Freitas
Gilbert do Lô
Gilbertão
Gildo
Gildo do Lô
Gilmar do Lô
Gino da Pedrolina
Glicério, ex-prefeito
Grande Otelo
Grimalde
Gringa Pedreiro
Gulau da Confiança
Homero da Pimenta
Ildeu da Tonha
Ildeu de Castro (por muito tempo motorista da São Cristóvão na linha Samonte-Divinópolis)
Inês da Banca
Iraci Pipoqueiro (Vivo Também?)
Iracy Fotógrafo
Irmãos Metralha (Estariam Todos Vivos?)
Isqué do Olegário
Ivo do Correio
Jaburu
Jaime Tigrão
Jefin Traficante
João Bola Sete
João Bosco
João Chico (Depósito)
João da Gicota (Cavador de Cisternas)
João Enfermeiro
João Fungangá
João Hilarino
João Moreno raspador de taco
João Nhonhoca do Bar
João Rodrigues dos Santos (reconhecido pesquisador nos laboratórios da UFMG em Belo Horizonte e que participou das pesquisas com interferon entre outras sendo conhecido em outros países por ser correspondente nessas pesquisas.)
João Tritri
José Guiomar dos Santos, irmão da Dona Maria Guiomar e tio do Fernandão e da Lúcia Pacífico Homem. Foi senador da república e o primeiro governador do estado do Acre e é relembrado até hoje lá.)
Juarez do Dino
Juarez do Tõe Geraldo
Julinho da Caixa Econômica
Juquinha Rifeiro
Kete Irmão do Cuzido
Lalado Irmão do Brito
Laninho Amaral (que tinha um armazém na Rua Álvaro Brandão, 204)
Lelei Baruiada
Lena da Loja
Leôncio Pintor
Lerí Barbudo
Leuzinha da Autoescola
Lico Sabino
Lua
Luizinho da Glorinha
Luizinho da Prefeitura
Luizinho da Vulcão
Luizinho Sapateiro
Luzia Vermelha
Magela Advogado
Mancito
Manoel de Abreu
Mantêga
Manuelinho Açougueiro
Maria Ângela (proprietária da zona local - essa foi forte...)
Maria do Canbina (Ventania)
Mário (O Morte)
Mário do Zé Sinhô
Mario Pinto
Mariquita Surda
Mariucha do Nacional (Ê Rastera...)
Marluce do Escritório Paroquial
Marquinho do Lalu
Meio Quilo
Miguel Ângelo Gontijo
Missia Rolête
Monsenhor Otaviano, conhecido por Padre Vigário e Padrinho Vigário
Motor Irmão do Morte
Mussulino do Posto do Marinho
Nair da Loja
Nelinho da Montecar
Nelson da Saritur
Neneca da Sanfona
Nenzinho dos Rosas
Neusira Professora
Nicó do Ônibus
Nilsinho da Bronx
Nilson da Nestlé
Nivaldo da Gráfica
Nonô da Nestlé
Olavo Mantiba
Olímpio da Casa Lotérica
Onça
Orotilde, o mudinho que cuidava dos jardins
Oscar da Posmetal
Osmar da Gráfica
Osvaldo Moitão
Otaviano da Paz
Otaviano de Oliveira, Advogado (conhecido como Otaviano Nestor, fundador da biblioteca pública Bueno de Rivera, criador da cooperativa de leite cuja criação custou uma briga jurídica com a multinacional Nestlé.)
Otaviano Segundo
Pacellí Trocador
Padre Cirilo
Padre Ézio
Padre Jaime
Padre Joaquim
Padre José Nunes
Padre Paulo (era alemão, falava com sotaque, era sócio da siderúrgica. de vez em quando tinha um leve bafo de álcool, mas no geral era gente boa: parecia que era bravo, mas não era. foi substituído pelo padre Cirilo, moreno, magro, sabendo pouco latim e falando mal dos pecados aos berros ensandecidos, enquanto os homens assistiam missa do lado de fora da igreja.)
Palmério
Parrudo
Pedrinho Mecânico
Pedro Alfredo
Pedro Edwarde da Tenda
Pedrolina do Gino
Pelé Ronda da Sabiá
Pirata do Posto Ipê
Pirola da Chácara
Pontinelle
Raimundo da Estação
Raimundo Rita Carroceiro
Rego do Pedro Edwarde
Renatinho do Bar
Renato Canoa
Riduzino Cadavide
Roberto Eustáquio (Isso Mesmo?)
Robson da Fanfarra
Rosana (tinha olhos verdes)
Rui da Nestlé (Já Falecido)
Rulinha
Sandrinho Cabeleireiro
Santos Filho
Sebastião Gontijo
Sebastião Necreto (Anacleto), exímio doceiro
Senhor Ioiô e Dona Iaiá
Senhor Neném Brasil (um exemplo de humildade e pessoa do bem)
Sete da Manhã (esperando o Sidin abrir o estabelecimento pra jogar...)
Seu Afonso (Pai da Elo dos Calçados)
Seu Alexandre da Padaria
Seu Álvaro Meneses
Seu Antônio Bolina, um sábio
Seu Jorge, doido que comia carne crua
Sherife
Sidin dos Videogames (ali perto do Bradesco... “Kara, era mó galera!”)
Silmar Dentista
Silvio Santos Sanches
Sinhá do Concesso
Sô Bem, doido que tinha delírios de ser Dom Pedro II
Sô Ladico
Sô Orivaldo
Soném Delegado
Sr. Avelino (Maestro)
Sr. Conrado Nascimento
Sr. Dino Luiz
Sr. Odil da IMBRASFOGOS
Sr. Quinquim da Padaria
Sr. Tavinho Bolina
Sr. Waltinho Brasil
Sr. Zé Pedro Oliveira (que tinha bomba de gasolina da Praça Monsenhor Otaviano)
Sr.Amâncio do Couto
Tarcísio Correia.
Tarcisio da Borracharia
Tavinho da Loja
Tavinho da Sopa
Telinha do Lalu
Tenente de Souza
Théu (Pintor)
Tia Nair e Tia Lica
Tia São Promoteur
Tiana (Enfermeira)
Tião "Bocatorta" e seu rádio PX
Tião da Farmácia
Ticardão (Nóoooo... e os fliperamas... Época boa)
Til Til (É Difícil Demais Escrever Isto, Leia Dando Tiros...) Ótimas dançarinas.
Tina do Zé Cabral
Tipaca
Tira A Máscara
Tõe da Cléia
Toin Cabeludo
Toin Carlos Trocador
Toin da Cota
Toin do Néia
Toin Perereca
Tôin Teco
Tonico Bagrinho
Tonin Catireiro
Toninho do Zué
Torresmo, filho do Pedro Divarde
Totonho da Alzira
Trajano da Telefônica
Tumé do Churrasquinho
Tuquim da Copasa (Ou Tuquim Ministro, para os íntimos)
Urutal
Vaca
Valdemar Borracha
Valdemar Soldado
Véio do Bar
Vicente Castro
Vicente Coveiro
Vulcino da São Cristovão
Waltinho, dono da fábrica de foguete
Washington da Cemig
Zarinho
Zé Antônio Barbudo
Zé Bidão
Zé Bigode da Padaria
Zé Cabanela
Zé Cabralinho (Hotel)
Zé Capeta
Zé Carcereiro
Zé Carequinha
Zé Carolina
Zé Concesso
Zé Costa Pinga
Zé da Batata
Zé do Carmo, O Homem Que Ficou Grávido
Zé do Sebastião Gontijo (era filho do seu Sebastião Gontijo que era dono de uma loja de tecidos e roupas e se vestia como um inglês. Até parecia um.)
Zé do Zarico
Zé Doido
Zé Ivan do Posto de Gasolina
Zé Jacó
Zé Lobo
Zé Magrinho
Zé Marreta
Zé Mathéia
Zé Mathia
Zé Moraes
Zé Preguinho
Zé Rosa
Zé Saúde
Zé, filho do Davi da Pastelaria (só conversava fazendo perguntas. o homem perguntava feito uma metralhadora, uma pergunta atrás da outra, sem dar tempo de o interrogado responder. era terrível. o maior perguntador que já passou pelo mundo, tanto em quantidade quanto em velocidade. um fenômeno.)
Zeca, do Glória Clube
Zezeca
Zezêu do Depósito
Zica, doida e ex-professora, delirava na rua
Zico Cabral
Zilá do Ingresso
Zilda da Minas Caixa
Ziquinha Rocha
Zizico Perturbado
Zizinho
Zizinho dos Candinhos
Zueira
Zuna

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Os Rifeiros de Santo Antônio do Monte


Segue abaixo uma interessante discussão sobre os rifeiros de Santo Antônio do Monte e, por extensão, também de Lagoa da Prata e cidades vizinhas que casualmente encontrei numa página da Wikipédia em língua portuguesa. O texto que se encontra entre aspas e em negrito está aqui reproduzido integralmente e sem nenhuma alteração nem de conteúdo e nem de correção gramatical. Um ponto a observar é que se trata de um texto anônimo. Ora, seria mais adequado e também interessante que os autores tivessem se nomeado. De qualquer maneira, segue abaixo a transcrição do texto, sendo que o endereço de onde foi retirado encontra-se ao seu final.

“Retirei o conteúdo absurdo, que agora está aí embaixo. De qualquer forma, acho que seria bom criar uma Wikcionário: Piadas semelhante ao da Wikipédia pra guardarmos informações como essa.

Habitantes de Santo Antônio do Monte (principalmente), Lagoa da Prata e outras cidadezinhas próximas, os rifeiros são seres que são fáceis de identificar em alguns aspectos. São eles:

1) Pelo seus meios de condução: facilmente achados com veículos do tipo parati, santana, passat (caíndo aos pedaços).
Obs: veículos com bagageiros enormes e desproporcionais, cheios de ursos e outras porcarias.

2) Eles fazem um viagem para o Rio de Janeiro, vendem suas muambas, ganham uns trocados e as primeiras coisas que fazem são: colocar insulfilm nos seus carros (citados acima), colocar um som horrivel pra todo mundo que ta de fora do carro ouvir.

3) Os estilos musicais variam entre: axé, funk, sertanejo, pagode e por aí vai.

4) Andam na cidade como se estivessem em um autódromo.

5) Tiram grande vantagem em falar quanto ganham pra todo mundo.

6) São grandes pilantras, forçam a venda das suas muambas para pessoas que não tem condição as vezes nem de comer.

Apesar de não encontrar essa palavra nos dicionários, mantive o significado não piadístico por ela aparecer em vários saites em português e até numa crônica escrita no que parece ser mirandês. -- Leuadeque (contato) 18:09, 15 Outubro 2005 (UTC) Achei um absurso o que falaram acima sobre os rifeiros, pois acima de tudo vc esqueceu de sitar que muitos morrem na estrada tentando uma maneira de ganhar a vida, e mais e uma profissão que merece respeito como qualquer outra, pois o dinheiro que eles ganham não e facil pois tem que enfrentar sol, chuva, e andar em lugares perigosos. e criticar e facil mais se não fosse a rifa muita gente não teria a vida que tem hoje pois a rifa principalmente e santo antonio do monte e a sugunda maior fonte de renda. Por isso antes de criticar e fazer piadinhas sem nenhum pingo de graça tente fazer o que eles fazem, levar a vida como eles levam para ver como e dificil, e realmente os carros andão caindo os pedaços mas pode olhar que e com eles que o dinheiro anda não como estes filinhos de papai que financiam um carro em 80 vezes e ficam devendo ate os cabelos so para manter as aparencia... (El' Mika) Aposto que quem escreveu esse artigo, nunca precisou pegar no volante durante dez horas seguidas para correr atráz de seu pão de cada dia,ou mesmo, nunca precisou dormir em um quarto fedido, depois de comer um pão dormido com salame, em um desses hoteizinhos baratos de beira de estrada, por não ter recebido quase nada durante a semana, e o que é mais cabuloso é que ainda temos que aguentar esse cidadão dizer que nossas mercadorias são porcarias,sendo que na verdade temos trabalar com mercadoria de qualidade (por que a concorrencia e grande),e de procedencia regularizada com nota fiscal (para apresentarmos para a Polícia Rodoviária). Não se pode dizer que somos todos pilantras, afinal lugar de pilantra é na cadeia, e como se nota, estamos trabalhando nas ruas todos os dias como cidadãos direitos e normais.Não se pode julgar uns pelos os outros, afinal nem todos os dedos das mãos são iguais. Quanto as demais críticas acho que vou relevar, afinal ele (o texto) mesmo se contradiz; ora se anda de carro caindo aos pedaços, ora se ganha muito ao ponto de investir em equipamentos para seus carros, os quais realmente apresentam-se velhos, mas na verdade são verdadeiras máquinas, e ainda por cima estão pagos e não deixam de ser dignos de serem respeitados perto de qualquer carro de payboizinho. Ah! E só para esclarecer, a gente não vende nada! Pagamos para venderem para a gente. Assim ainda garantimos o pão na mesa de muitas casas.

Adendo: Concordo plenamente! Para enriquecer seu comentário, acrescento que se houvessem outras alternativas para se ganhar a vida em Santo Antônio do Monte, certamente poucos optariam por ser rifeiros. Eles, os rifeiros, optaram por este trabalho pois nas cidades conservadoras do Centro Oeste predominam o familismo, o coronelismo. Quem nasceu nas famílias abastadas, famílias que num passado distante conseguiu patrimônio explorando negros escravos ou tomando terras de índios, ou aqueles que vivem como capachos dos "poderosos", podem ter carros, casas lindas e uma vida digna. Aos "Dalits", aos intocáveis, cabe se arrebentar numa fábrica de fogos, implorar benesses políticas ou então, tentar se formar nas escolas de péssima qualidade, que preparam para tudo, menos para o mercado de trabalho. Antes de fazer piadinhas, acho que as pessoas deveriam pensar numa saída para melhorar as cidades da região, pois a rifa, como toda atividade econômica, pode acabar e aí, lá vem a recessão. Pessoalmente, acredito na mudança, em dias melhores. Acredito que os rifeiros são vendedores que merecem credibilidade, pois oferecem algo concreto, algo que se para os abastados de nossa cidade é considerado de péssima qualidade, para a gente que vive nas favelas, onde não se produz nada, são de uso cotidiano e tornam a vida mais agradável. Madames e new-coronéis: saibam que nem todos podem, como vocês, podem usar roupas de etiquetas que custam os olhos da cara (ou o suor de seus subordinados). Nem todos podem desfilar de Cherokee, Honda Civic, Vectra... Nossas mercadorias são mais úteis do que as porcarias eletrônicas que poluem a tv aberta, os falsos medicamentos da internet, os aparelhos para acabar com celulite, para empinar os seios, para crescer a bunda das madames boa-vida. Os rifeiros, criticados por muitos filhinhos de madames e de coronéis, por pseudo-intelectuais, levam um pouco de conforto e, quem sabe, da futilidade que vocês esbanjam para o povo das favelas, dos suburbios, que como vocês, merecem desfrutar do sonho capitalismo, já que talvez por culpa de vocês, os olhos claros, o socialismo puro falhou. Por isso nós, a turma dos carros velhos, que um dia foi luxo para vocês, trabalhamos com honestidade e risco. Não tenhamos preconceito contra qualquer trabalhador que luta com dignidade para buscar a prosperidade! Por favor, madame. Por favor, senhor coronel e doutor, por favor, filhos daqueles que nasceram em berço de ouro: vão estudar numa faculdade, na melhor do país ou do mundo e busquem uma solução para uma cidade melhor. Pode ter certeza: estaremos com vocês... Pois trabalho não nos assusta. Mostrem-nos um caminho melhor que nós encontraremos o atalho.

Habitantes de Santo Antônio do Monte (principalmente), Lagoa da Prata e outras cidadezinhas próximas, os rifeiros são seres que são fáceis de identificar em alguns aspectos. São eles: HABITANTES DE SANTO ANTÔNIO DO MONTE, LAGOA DA PRATA E CIDADES PRÓXIMAS, OS RIFEIROS SÃO PESSOAS QUE SÃO FACEIS DE INDENTIFICAR EM ALGUS ASPECTOS. SÃO ELES:

1) Pelo seus meios de condução: facilmente achados com veículos do tipo parati, santana, passat (caíndo aos pedaços). Obs: veículos com bagageiros enormes e desproporcionais, cheios de ursos e outras porcarias. 1) PELOS SEUS CARROS DE TRABALHO QUE SÃO PARATI, SANTANA, PASSAT TAIS CARROS SÃO UTILIZADO POR CAUSA DO PORTA MALA SER GRANDES PORTANTO CABEM MAIS MERCADORIAS AS VEZES PODE ATE ESTÁ CAINDO AO PEDAÇOS MAS SÃO PORQUE CARREGAM MUITO PESO E VIAJAM CERCA DE OITOCENTOS QUILOMETROS POR SEMANA. MAS AO CHEGAR NAS CIDADE TODOS PASSAM POR UMA REVISÃO. LOGO OS CARROS SÃO BEM CUIDADOS. 2) Eles fazem um viagem para o Rio de Janeiro, vendem suas muambas, ganham uns trocados e as primeiras coisas que fazem são: colocar insulfilm nos seus carros (citados acima), colocar um som horrivel pra todo mundo que ta de fora do carro ouvir. 2)VIAJAM PARA O RIO DE JANEI~RO, SÃO PAULO, BELO HORIZONTE, DISTRITO FEDERAL, PARANÁ E ESPIRITO SANTO, VENDE SUAS MERCADORIAS QUE POR SINAL SÃO DE OTIMA QUALIDADE, GANHAM SEUS DINHEIROS DIGNAMENTE E AS PRIMEIRAS COISAS QUE FAZEM SÃO: VER SUAS FAMILIAS, ACERTAR COM OS SUA COLOCADORES, COMPRAR MAIS MERCADORIAS, CARREGAR O CARRO DEPOIS DISTO SAEM DE VIAGEM NOVAMENTE. QUANDO JA TEM UM DINHEIRO A MAIS COMPRAM OUTRO CARRO PARA PASSEIO E ARRUMAM ELE DO JEITO QUE MELHOR LHE AGRADAM 3) Os estilos musicais variam entre: axé, funk, sertanejo, pagode e por aí vai. 3) O QUE FAZEM DELES PESSOAS AMADAS POR TODOS NA CIDADE E INVEJADAS NÉ? SEU CASO É DE INVEJA! 4) Andam na cidade como se estivessem em um autódromo. 4) CARRO FOI FEITO PARA CORRER SE FOSSE PARA ANDAR ANDASSEM DE BICICLETA. (Não concordo com voce neste ponto pois o limite de velocidade deveria ser respeitado pois os pedestres estão sempre em desvantagem no transito e ai se fosse alguem de sua familia a ser atropelada por algum gostosão do volante o que voçe acharia) 5) Tiram grande vantagem em falar quanto ganham pra todo mundo. 5) VC ESTA SE CONTRADIZENDO (ganham uns trocados) GANHAM DINHEIRO JUSTO PELO TRABALHO E ESFORÇOS. 6) São grandes pilantras, forçam a venda das suas muambas para pessoas que não tem condição as vezes nem de comer. 5) NINGUEM OBRIGA A NADA PELO CONTRRARIO AJUDAM A MANTER A RENDA MENSAL DE MUITAS FAMILIAS QUE DEPENDEM DA RIFA PARA SOBREVIVER. NO BRASIL UM PAIS QUAL A TAXA DE DESEMPREGO É ALTA TAIS SERVIÇOS COLABORAM PARA BAIXART OS INDICES.

SÓ PARA EXPLICAR COMO FUNCIONA A RIFA; A RIFA É A VENDA DE PRODUTOS COMO PERFUMES, CREME DE CABELO, CREMES PARA A PELE, BIJUTERIAS E ETC. OS RIFEIRO SAEM DE SUAS CIDADES PARA OUTRA LEVANDO TAIS MERCADORIAS EM SEUS CARRO, FAZEM A VENDA DESSES PRODUTOS PARA BAIRROS DE CLASSE BAIXA. A VENDA DESSES PRODUTOS É FEITA ASSIM: OS RIFEIROS PASSAM DE CASA EM CASA DE DETERMINADA PELIFERIA OFERECENDO SEUS PRODUTOS QUEM ACEITA FICAR COM AS MERCADORIAS TEM DOIS MESES PARA VENDE-LAS APOS ESSES DOIS MESES ELES PASSAM RECOLHENDO O DINHEIRO E PAGANDO PARA AS PESSOAS PORCENTAGEM DO LUCRO SOBRE ESSE PRODUTOS E OFERECEM MAIS MERCADORIAS ASSIM QUE FUNCIONA DIFERENTE DE ALGUNS CONCEITOS PRECONCEITUOSOS. ANTES DE FALAR CONHEÇA.

Obtido em
http://pt.wiktionary.org/wiki/Discuss%C3%A3o:rifeiro.”

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mineirês - O Dialeto Mineiro


Casualmente, encontrei vários exemplos do dialeto falado em Minas Gerais e, entao, fiz algumas pesquisas em variados sítios de internet para ver o que já foi escrito até agora sobre este assunto. Algumas vezes, o assunto é tratado como piada; outras, contudo, é tratado com seriedade sob o ponto de vista da linguística. Neste sentido, segue abaixo a definição dada em artigo sobre a língua portuguesa na Wikipedia:
“O mineiro, mineirês ou montanhês é o dialeto do português brasileiro falado na região central do estado de Minas Gerais. Essa variante, que ocupa uma área que corresponde aproximadamente ao Quadrilátero Ferrífero, incluindo-se a fala da capital, Belo Horizonte, é um dos dialetos mais facilmente distinguíveis do português brasileiro.
Ele deve ser diferenciado do dialeto caipira, que cobre áreas do interior de São Paulo, Paraná e das regiões sul do próprio estado por receber influência do interior de São Paulo.
A característica do dialeto montanhês apareceu durante o século XIX, após a decadência da mineração, quando o estado foi largamente esquecido (inclusive pelos próprios governantes estaduais que centralizaram, excessivamente, a administração do Estado à região central), com seu acesso ao mar bloqueado por florestas e altas montanhas. Devido a esse isolamento, o estado sofreu influência do dialeto do Rio de Janeiro no sudeste, enquanto o sul e a região do Triângulo Mineiro, passaram a falar o dialeto caipira, de São Paulo (Com o "R" retroflexo). A região central de Minas Gerais, contudo, desenvolveu um dialeto próprio, que é o conhecido dialeto mineiro ou montanhês. Este dialeto está também presente nas cidades de Patos de Minas, Governador Valadares, Ipatinga... (Essas duas últimas de sotaque pouco acentuado.) Sendo uma exceção no Triângulo Mineiro entre as cidades que falam formalmente o dialeto caipira.
O dialeto mineiro apresenta as seguintes particularidades fonéticas:
1 - Apócope das vogais curtas: parte é pronunciado part' (com o "t" levemente sibilado).
2 - Assimilação de
vogais consecutivas: o urubu passa a ser u rubu.
3 - Permutação de "e" em "i" e de "o" em "u" quando são vogais curtas
4 - Aférese do "e" em palavras iniciadas por "es": esporte torna-se sportchi.
5 - Apócope do "d" nos gerúndios: chovendo passa a ser chuvenu. Cantando passa a ser cantanu. Fazendo passa a ser fazenu. Tomate passa ser tumat' (com o "t" levemente sibilado).
6 - Somente o artigo é flexionado no plural, à semelhança do
caipira: os livros é dito us livru. Meus filhos se pronuncia meus filhu.
7 - Contração freqüente de locuções: abra as asas passa a ser abrazaza.
8 - Alguns
ditongos passam a ser vogais longas: fio converte-se em fii, pouco é dito poco.
9 - Algumas
sílabas são fundidas em outras. -lho passa a ser i (filho ==> fii), -inho converte-se em -inh (pinho ==> pinh).
10 - "r" é pronunciado como uma
consoante aspirada: rato.
11 - Sonorização do "s" final antes de vogal.
A letra R no final das sílabas também possui uma sonorização única quase imperceptível, apesar de que nas maiores cidades é um pouco similar ao R aspirado pronunciado no Rio de Janeiro, Norte e Nordeste do país. Já nas proximidades da divisa com o estado de São Paulo o R (no final das sílabas) sofre a influência do interior de São Paulo.
Muitas palavras costumam ser representadas no plural de uma forma muito especial. O "S" no início da palavra (representados por S ou Z) e não no final como é comum em vários idiomas.
Exemplos:
Quét' s'criança! (Mãe pedindo às crianças que se calem).
Conta Z'óra? (Alguem perguntando quantas horas são).
S'trudia (Advérbio de tempo: "há alguns dias atrás").
As'fruta 'tão 'pudrecen tud' (Todas as frutas estão apodrecendo).
Historicamente se nota claramente que a presença do S ou Z no início da palavra é causada pela junção do artigo no plural com o substantivo que com o passar do tempo soltou-se do artigo e juntou-se ao substantivo.”
De todas as abordagens sobre o dialeto mineiro, esta acima foi a mais consistente e cientifíca. Quanto aos exemplos que seguem, de uma maneira geral todo e qualquer mineiro consegue entender o que está escrito sem a menor dificuldade.
Outro ponto importante a considerar é que o dialeto mineiro se aproxima muito do dialeto caipira, o qual é falado no interior do estado de São Paulo e ainda em regiões dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Assim, não restam dúvidas de que o falar dos mineiros é próprio, da mesma forma que o falar dos gaúchos, paulistas, cariocas, baianos etc também é próprio, tendo cada um características próprias. Tais características, entretanto, não dificultam o entendimento entre um paraibano e um gaúcho, ou entre um rondoniano e um carioca. Portanto, a língua falada em todo o Brasil é a língua portuguesa a qual, em cada região, assumiu características próprias e específicas. Talvez um estudo mais aprofundado pudesse apontar maiores ou menores diferenças no que se refere à estrutura gramatical e fonética da falar de cada região e, neste caso específico, do dialeto falado em Minas Gerais.

Apresentações

Cuméquecêchama? = Qual o seu nome?
Doncêé? = De onde você é?
Oncêmor = Onde você mora?
Proncêvai? = Pra onde você vai?

Cumprimentos

Dia! = Bom dia
Tardi! = Boa tarde
Noiti! = Boa noite
Inté = Até logo
Bença (ou Bênçu) = A benção, minha mãe (ou meu pai).
Dêsabençôi (ou Dêstibençôi) = Que Deus te abençôe, meu Filho (a).

Pedindo informações

Onquié = onde que é?
Oncotô? = onde estou?
Proncovô? = para onde devo ir?
Logali (Logo ali) = fica a uns trinta quilômetros, mais ou menos
Dexovê (deixa ver) = não tenho a mínima idéia
Tremdifer = trem
Trem = qualquer coisa cujo nome a pessoa ignora, esqueceu ou acha que você é burro demais para conhecer ou entender.
Oncêtá? = Onde você está?
Prônostam'ínu = para onde nos estamos indo?
Ondéopondiônz? = Onde é o ponto de ônibus?

Lugares

Pondionz = ponto de ônibus
Ponditáxi = ponto de táxi
Berádurrii = próximo ao rio

Fazendo compras

Quêjo prus minêro é qui nem arroiz pro japonêis.
Quanté? = quanto custa?
Derrear = Dez Reais
Baratim = (deixa ver se eu adivinho quanto esse otário está disposto a pagar)
Lidilei = litro de leite
Kidicar = kilo de carne
Mastumati = massa de tomate
Pincumél = pinga com mel
Vidiperfumi = vidro de perfume
Pasdidenti = dentifrício
Iscodidente = escova de dente
Mascote = sanduíche
Cazopô = caixa de isopor
Grá di cerveja = engradado de cerveja

A família

Meu fii = meu filho
Meu tchi = meu tio
M’ia muié = minha esposa
M’ia amiga = minha amante
Mermão = meu irmão

O tempo

Trudia = outro dia
Antonte = antes de ontem
Ansdionti = antes de ontem
Séssetembro = sete de setembro
Sápassado = sabado passado
Sesquivem = sexta que vêm
Quioração = Que horas são?
Tá cum jeidi chuva = (cansei dessa conversa besta e vou embora)
Quánahora = quase na hora
É rapidim = vai demorar algumas horas ainda

Conversa informal

Ê trem bão = Gostei disso
Vai cagá di morro abaixo pra vê a bosta rolá = A pior e mais definitiva ofensa que se pode dizer a uma pessoa
Nossinhora = nossa senhora ('Nuss' em minerês avançado...)
Credeuspai = meu Deus!
Vixxxxxxx = Interjeição mineira de concordância ou espanto.
Doidimais = doido demais
Oncotô = onde eu me encontro, por favor, estou meio perdido hoje...
Pópopoquin = pode colocar mais um pouco...
Oiuchero = olha o cheiro
Óssócêvê = olhe só para você ver
Tissodaí = tira isso daí
Cê num some não = pode tirar o cavalinho da chuva OU "o que que esse imbecil ta achando que é?"
Fiidazunha = Xingamento equivalente ao de baixo
Fiidaputa = impressionante, grande, excepcional
Cê é muito feladaputa mermo, né? = você é uma pessoa divertida, gosto de você
Uai = interjeição mineira de espanto: uai é uai, uai!
Nó = Nossa Sinhora, Mãe do Céu, Ave Maria!
Nú = Nossa Senhora Aparecida do Perpétuo Socorro
Nusga = Nossa Senhora Aparecida do Perpétuo Socorro Mãe de Deus e dos Pecadores
Né = Não é mesmo?
Bão tamém! = com certeza, concordo com você OU ENTÃO "deixa ficar quieto para ninguém ver que eu falei besteira".
Bora? = vamos embora?
Sucêfôeuvô = se você for eu vou
Tô atrais do cê = vai primeiro, que vou depois
Bora = e lá vamos nós!
Faznão = Não faça isso.
Réda = Afaste-se, por favor.
Quê c’o cê qué intão? = Então, o que você quer?
Brigado ocêis! = Obrigado a vocês!

Outros exemplos

Você comprou as roupas que eu lhe pedi? = Cê comprô as ropa qu'eu tch pidji?
Quantos anos você tem? = Quan zan 'cê tem?
O que é que ela falou? = Que qu'ela falô?
Eu vou à praça com você. = Eu vô na práss c'ocê.
Ele comprou aqueles cadernos para você = Ei' comprô aquês cadern pr'ôcê.
Eu estou ajudando-a a carregar as malas. = Eu tô ajudãn ela carregá as mala.
Eu gosto de você. = Gós d'ôcê.
Eu sou de Belo Horizonte. = Eu sô de Belurizontch.
Quem é você? = Quem 'qu'é ocê?
Que horas são? = Conta zora?
Sábado Passado... = Sá'passad'.
Você é daqui mesmo? = Cê'dakimês???
Usar sempre "i" no lugar de "e". Ex.: MININO, ISPECIAL, EU I ELA, VISTIDO
Dizer "ÉMÊZZ?" quando quiser uma confirmação.
Se quiser chamar atenção diga simplesmente ÓI QUIÓ.
Se estiver com fome coma PÃO DJI QUEJJ. Ex.: dois PÃO DJI QUEJJ e dois guaraná...
Na falta de vocabulário específico utilizar a palavra TREM que serve pra tudo, exceto como meio de transporte ferroviário. Neste caso, é TROÇO.
Se aprovar alguma coisa solte um sonoro MAIS QUI BELÊZZ!
Pra fazer café, primeiro pergunte PÓPÔPÓ? Achou pouco, ficou ralo? Pergunte: PÓPÔ MAPOQUIM DIPÓ?
Se não estiver certo de comparecer, diga simplesmente CONFÓFÔ EU VÔ, que quer dizer: conforme for, eu vou.
Se o motivo da dúvida for algo que você tem que fazer, explique, "Vou fazer um NIGUCIM e volto logo".
Ao procurar alguém que concorde com você, dispare um NÉMÊZZ?
Use a expresão aumentativa DIMÁI DA CONTA. Ex.: ISSÉ BÃO DIMÁI DA CONTA. CÊÉ BOBO DIMÁI DA CONTA.
Usar sempre duas negativas prá deixar claro que você não sabe do que está falando: "NUM sei NÃO".
Use sempre o diminutivo INN, tipo PIQUINININN, LUGARZINN, BOLINN, MINEIRINN...
Use a expressão RAPÁI pra iniciar uma exclamação. Nem sempre é necessário complemento. Ex.: RAPAAAI...
REDÁ: Mesma coisa de RASTÁ. Ex.: JUDA REDÁ ESS TREM AQUI Ó...
Ao terminar uma frase, conclua com a palavra SÔ.
Se alguém der cinco, supere e diga, DÔSSÊIS ou PROSSÊIS

Referências bibliográficas:
Yahoo Answers
Wikipédia Brasil
Confiar 2001

Nilson Antônio da Silva