Data de Fundação: 20 de Janeiro de 1758

258 anos de história!

Em Santo Antônio do Monte...


População: 27.752 (IBGE 2015)
Taxa de crescimento anual estimada: 2,0% (IBGE)
População masculina: 13.205 = 50,81% (IBGE 2010)
População feminina: 12.784 = 49,19% (IBGE 2010)
População Urbana: 22.205 = 85,44% (IBGE 2010)
População Rural: 3.784 = 14,56% (IBGE 2010)
Número de Eleitores: 17.438 (TSE - Novembro/2009)
IDH: 0,779 médio (Fonte PNDU 2000 Brasil)
IDHM: 0,724 médio (Fonte ONU 2013)
PIB: R$ 176.976.000 (IBGE 2005)
Renda per capita: R$ 6.575,00 (IBGE 2005)
Localização: região centro-oeste de Minas Gerais
Área: 1.125,78 km² (IBGE 2015)
Densidade demográfica: 23,07 hab/km² (IBGE 2015)
Altitude: 1.052 m
Fuso horário: UTC-3
Latitude: -20° 05' 14''
Longitude: 45° 17' 37''

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

07 - Mapa da Localização de Santo Antônio do Monte-MG


Este mapa mostra a localização de Santo Antônio do Monte.

Fonte: Wikimaps


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

História da Comunidade de Bom Jardim


Bom Jardim é uma comunidade localizada entre os municípios de Santo Antônio do Monte e Pedra do Indaiá, sendo cortada pelo Rio Cachoeira, que desce da região da Maçaroca e é divisa natural entre os dois municípios. Dentro do município de Santo Antônio do Monte, a localidade de Bom Jardim faz limites com as localidades da Maçaroca, da Lajinha e de Camargos, sendo que esta última também possui terras pertencentes ao município de Pedra do Indaiá. A sede da localidade de Bom Jardim é a capela dedicada ao seu padroeiro, São Sebastião, a qual encontra-se localizada em terras atualmente pertencentes ao município de Pedra do Indaiá estando, contudo, a menos de quinhentos metros de distância da divisa com o município de Santo Antônio do Monte.

De acordo com a tradição, a capela de São Sebastião foi construída por escravos no início do século XVIII. Entretanto, não há nenhum documento que trate a respeito da sua construção. Tudo que resta são fontes orais, as quais permanecem na memória dos moradores mais antigos da comunidade. Por exemplo, segue o depoimento de um morador cuja família reside há gerações em Bom Jardim:
“Eu José Ferreira Filho (Zé Quinca), nascido no dia 09 de Agosto de 1928, com 81 anos de idade; declaro que conheço a capela a mais de 70 anos. Comecei a ir à fazenda do Portel guiando boi para meu avô Vicente Jerônimo com 10 anos de idade, e passava perto da capela. Depois eu ia às missas lá, desde 1940, as missas eram de muita gente, enchia a Igreja, iam todos a cavalo, porque não existia carro naquela época. Eu ia a cavalo, com o Padre João Bruno Barbosa. Naquela época havia batizado, até casamento. Em 1950 ouve o primeiro recenseamento do Brasil; eu fui recenseador. E perguntam pelos idosos daquela época, como por exemplo o Sr. Francisco Cabral, o Florísio, o Juca Vieira, se eles lembrava de quando foi construída a capela, eles não sabiam a data exata, mas falava que ela tinha sido construída no início do século 18, mas não sabiam por quem, e também não sabiam quem tinha doado o terreno. Ela passou por muitas reformas, ela era de telha cumbuca, o senhor Narcísio (Cizico), foi um dos tesoureiros que ficou responsável pela capela mais tempo, foi tesoureiro durante muitos anos, foi ele quem fez a troca do telhado, de telha cumbuca para telha francesa. As missas eram muito movimentadas, muita gente, havia leilões, e até venda ao redor da Igreja, o povo fazia. José Ferreira Filho, depoimento escrito em 10/07/2009.”
Este depoimento encontra-se publicado no sítio da Comunidade Bom Jardim, com link para acesso no final deste artigo.
Com relação a fontes documentais escritas, a primeira e mais antiga encontrada até hoje é uma referência à capela do Bom Jardim feita no documento “Limites da atual Freguesia do Senhor Bom Jesus de Pedra do Indaiá, de Itapecerica”, o qual trata da criação do Curato de Bom Jesus de Pedra do Indaiá, que se deu em 30 de Dezembro de 1917. Até essa data, a capela do Bom Jesus estava filiada à paróquia de Santo Antônio do Monte e, o que se deduz daí é que a também capela de São Sebastião de Bom Jardim estava sob a jurisdição da paróquia de Santo Antônio. Na época, o Monsenhor Otaviano era o pároco de Santo Antônio do Monte e, pelo que as pessoas mais antigas de Bom Jardim diziam, parece que ele fazia visitas constantes à localidade.
Um ponto a ser levantado aqui é o da suposta data da construção da capela de São Sebastião. Que sua construção seja bastante antiga, não há dúvida alguma, a começar pela própria forma arquitetônica e também pelos elementos decorativos internos. Entretanto, considerar que tenha sido construída no início do século XVIII parece não ser muito adequado. Ora, a região de Santo Antônio do Monte começou a ser povoada somente em meados do século XVIII. Um dos desbravadores das regiões nas proximidades da atual Itapecerica, chamado Feliciano Cardoso de Camargos, do qual talvez derive o nome da localidade de Camargos, nas vizinhanças de Bom Jardim, somente chegou a essas terras depois de 1737. É preciso ainda considerar que a primitiva igrejinha dedicada a São Miguel, em Pedra do Indaiá, provavelmente data do ano de 1776.
Desta maneira, o que se pode concluir é que a capela de São Sebastião de Bom Jardim certamente não foi construída no início do século XVIII. Contudo, pode perfeitamente ter sido construída no início do século XIX. Se sua construção for considerada do século XIX, fica mais fácil entender suas características arquitetônicas. Ora, trata-se de um templo sem nenhuma torre. Internamente, os elementos decorativos ainda apresentam resquícios do barroco, embora não com o esplendor das igrejas coloniais mineiras. Pode-se dizer que seja um estilo mais tardio. Um exemplo pode ser encontrado na matriz de Nossa Senhora dos Remédios, em Paraty, no estado do Rio de Janeiro. Aquela igreja matriz teve sua construção iniciada na segunda metade do século XVIII, precisamente em 1787.
Não se sabe também quem foi o doador do terreno, um pequeno quadrilátero numa na encosta de uma colina suave, no qual a capela foi construída. Infelizmente, também não registros de quem a projetou e de quem executou a obra.
O que foi afirmado acima não desconsidera de forma alguma o que permanece na memória das pessoas mais idosas que vivem na comunidade de Bom Jardim. As pessoas de idade mais avançada que moram na região nasceram ainda na primeira metade do século XX e, assim, seus avós e bisavós viveram algumas dezenas de anos antes. Alguns, sem dúvida, foram pessoas que presenciaram a construção da capela. Certamente, muitos colaboraram direta ou indiretamente em sua construção.
A partir de 2003, os moradores e proprietários de sítios e fazendas da comunidade resolveram realizar uma restauração completa e adequada na capela. Para custear a obra, foi organizada uma comissão para angariar os fundos necessários através de doações, da organização de leiloes, festas e barraquinhas. Tudo isso possibilitou a recuperação da estrutura do templo, baseada em esteios, bem como de sua cobertura, portas e, ainda, foi instalado um novo púlpito.
Essa recuperação esteve sob a coordenação do técnico Edson Ribeiro Ferreiro.
Outro passo importante foi a construção de um sítio na internet, sob a responsabilidade de Rômulo Santos. Esse sítio tornou-se o local para divulgação de fotos e vídeos das festas e procissões em louvor ao padroeiro da comunidade, que passaram a ser realizadas anualmente a partir de 2005.
Durante muitas décadas, a capela de São Sebastião foi a única na região. Ora, nas localidades circunvizinhas, tanto no município de Santo Antônio do Monte quanto no de Pedra do Indaiá, não havia nenhuma capela. Na prática, entre as cidades de Santo Antônio do Monte, Pedra do Indaiá, Formiga e também Arcos, a capela de São Sebastião era a única. Nas localidades vizinhas foram construídas capelas bem depois, isto é, já em pleno século XX. Por isso, pode-se deduzir a importância da capela do Bom Jardim para toda a região.
Por outro lado, considerando-se que ela fora um ponto importante desde o século XIX, por quê em seu redor não se desenvolveu uma vila e, quem sabe, até mesmo chegando esta a se tornar uma cidade? Ora, em torno de capelas bem mais recentes no município de Santo Antônio do Monte desenvolveram-se povoados razoáveis, como é o caso de Ponte Nova, Espraiado e São José das Rosas. Entretanto, em Bom Jardim isto não aconteceu. Geograficamente, a região está bem localizada, ficando entre as cidades de Santo Antônio do Monte, Pedra do Indaiá, Formiga e Arcos. Tanto que há uma estrada passando no local que liga Santo Antônio do Monte a Formiga e outra que vai até Arcos. Mais ainda, Bom Jardim está a mais de vinte quilômetros de Santo Antônio do Monte, Formiga e Arcos. De Pedra do Indaiá, dista pouco mais de dez quilômetros. Portanto, está situada num local que perfeitamente poderia ter se desenvolvido até se tornar um povoado. Mas, então, por que isso não aconteceu?
Talvez a principal razão seja porque a terra doada para o patrimônio da capela tenha sido uma área extremamente pequena, apenas o suficiente para o templo e um largo amplo ao seu redor. Assim, não houve como pessoas construírem e se estabelecerem ao redor da capela. Um segundo motivo, não menos importante, é que não foi construída uma escola ao lado da capela, nem mesmo em meados do século XX, quando as prefeituras começaram a estabelecer pequenas escolas em comunidades rurais. Também não foi construído um posto de saúde ou, por parte da iniciativa privada, não foi criado nenhum estabelecimento comercial nas imediações.
Desta forma, o surgimento de um povoado nas imediações da capela nunca pôde se realizar. Se tivesse surgido, hoje certamente seria um povoado muito bonito, localizado numa suave colina! E tendo o belo nome de Bom Jardim!

Referências bibliográficas:

http://www.comunidadebomjardim.com.br/historia.php

http://www.comunidadebomjardim.com.br/paroquia.php

Nilson Antônio da Silva

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pessoas Célebres de Samonte

Santo Antônio do Monte - Praça da Estação - Início da década de 1940

Em todas as cidades e em todos os tempos, sempre há pessoas que, de uma maneira ou de outra, tornam-se bastante populares. Ficam conhecidas por causa de sua importância política, econômica e, na maioria das vezes, tornam-se referencial entre os habitantes da cidade. A popularidade abraça pessoas das mais diversas posições sociais, desde os mais humildes até aos mais ricos. Em Santo Antônio do Monte não poderia ser diferente. Na memória das pessoas permanece viva a lembrança de tantos que já se foram, os quais deixaram sua marca na história da cidade, ainda que tenham sido pessoas humildes. Ora, a história é feita por todos, sejam ricos e poderosos ou pobres e humildes. Esta pequena lista, cuja fonte é a Comunidade Samonte, do sítio Orkut, apresenta os nomes de muitos que foram presença marcante em nossa cidade. Os nomes surgiram da memória de várias pessoas as quais, ao relembrá-los, muitas vezes inseriram breves comentários aos nomes. Procurei manter esses comentários, já que refletem a maneira como a pessoa permaneceu na lembrança.

Além de muitas pessoas já falecidas, há também um grande número de pessoas que convivem hoje em dia com todos nós. São também conhecidas por todos no cotidiano da cidade.

Bertolt Brecht, um poeta da primeira metade do século XX, certa vez lançou num de seus poemas, dentre outros, o seguinte questionamento: “Quem construiu a Tebas das sete portas? Nos livros constam os nomes dos reis. Os reis arrastaram os blocos de pedra?”

E então, o que dizer sobre isso? É preciso entender que a história é muito mais do que o nome de reis ou do que nomes em placas nas esquinas das ruas. A história é construída diariamente por todos, isto é, por reis e por plebeus.

A Brasa
Abílio (Bonito)
Abílio do Flamengo
Aderi do Ônibus
Aggeo (Ou Ageu) Pio Sobrinho, dono da farmácia, que tomava xarope aos goles
Alfredo Charm
Ari Baeta
Ari Branco
Arnaldo Fotógrafo
Arroz da Luzia Vermelha
Avezí Carpinteiro
Badeco
Badeco (Pá)
Baiano
Bêjo
Bejú
Beraldino Batista Braga
Berruga
Betão Bombeiro
Biá (Motos)
Biga da AF
Biroi
Borreca da Cooperativa
Briga de Galo
Brizola
Cabaça do Fernandão
Cabralinho
Cachimbo
Cagudo
Cecé do Joanito
Celinho da Chuliquinha
Chandiquito da Gráfica
Chegada
Chico Balaieiro
Chico Campina
Chico da Nininha
Chico do Caboji
Chico do Rosalino
Chico Lobo
Chico Psicologia
Chico Sabino
Chiquinho (fica parado no Tumé do churrasquinho gritando com os carros)
Chiquitinho
Chiquito Felipe
Chiquito Luís
Cinquentinha
Cláudio do Caminhão
Cláudio do PX
Cordolino
Cornélio (Barbeiro)
Coronel João Rodrigues dos Santos (que valorizava tanto o estudo que enviou todos os filhos e filhas para estudarem fora numa época em que se pensava que mulher não precisava estudar)
Coteca
Cruzado
Daí Gari
Dalila (Me Dá Um Cigarro Aí Moreno)
Darci do Carmo
Darcim
Davi da Pastelaria
Davi Jorge de Souza (artista plástico e restaurador de móveis mora em Petrópolis-RJ)
Délcio do Correio
Deley do Reinado
Delfino (O Homem do Relógio)
Delfino da Rodoviária
Delfino Paia Rôcha
Dengo
Dico Bolina do Açougue
Dico Chofer
Dico Vice-Prefeito
Didi do Picolé
Dimas de Oliveira
Dinho Carazinho
Dinho do Braz
Dinho Góis Vereador
Dinho Minino
Dino Martuchelli
Dinorah do Carmo (poeta e jornalista que já foi presidente do sindicato dos jornalistas em Belo Horizonte)
Diola (quem não se lembra da Diola lá no Juca Pinto?)
Dione
Diva do Xisto
Dolé do Açougue
Domingo do Rosalino
Dona Adozina (Parteira)
Dona Agostinha Borges, professora
Dona Alaíde Tambasco
Dona Cacilda Bernardes (que saiu de Samonte sem dinheiro, reergueu as finanças da família com sua força e trabalho. Teve câncer na garganta em 1946, operou retirando inclusive as cordas vocais e inaugurou a fonoaudiologia naquela época: em frente ao espelho, sozinha, aprendeu a se comunicar falando sem som. Ajudou a todos que encontrava necessitando de atendimento médico usando de sua influência, inclusive com Juscelino Kubitscheck para internar as pessoas na santa casa em Belo Horizonte.)
Dona Dedé do Dr.Wilmar
Dona Didi, professora
Dona Dozina (a parteira que ajudou muitos bebês a virem ao mundo)
Dona Enedina Bolina (que fazia caçarola italiana)
Dona Fausta, Irmã Da D. Maria Angélica De Castro
Dona Georgina (professora de datilografia)
Dona Iná Professora
Dona Maria Angélica de Castro (que, além de fundar o colégio que ajudou a maioria dos santoantonienses a estudarem, foi secretária de educação do primeiro governo do Acre depois de elevado a estado fazendo excelente trabalho. Também foi colaboradora junto com Dona Helena Antipof na organização do programa de ensino de Minas Gerais, que virou modelo para todo o Brasil na época.)
Dona Maria Greco, professora
Dona Nina (Mãe do Castelo)
Dona Norma, professora
Dona Pina
Dona Puríssima
Dona Sônia Veneroso
Dona Zeli da Casa do Padre Vigário
Dona Zeli da Loja
Donas Cututinhas
Doutor Fausta
Doutor Lótus
Dr. Geraldo
Dr. Gilberto
Dr. João
Dr. Lúcio
Dr. Wilmar
Dr. Wilmar Filho
Efraim
Feijão Despachante
Feijão Eletricista
Fernandinho Cabeleireiro
Fernando Antônio dos Santos, o Fernandão
Finuquinho
Flavio da Mobiliadora
Fortunato da Maria Ângela
Geléia
Gentleman Sô Vítor Do Fórum
Geraldinho Coveiro
Geraldinho da Prefeitura
Geraldinho Ministro
Geraldo Borges
Geraldo da Água (um dos melhores seres humanos que já conheci.)
Geraldo da Farmácia
Geraldo do Cizico
Geraldo Quebra (da Casa do Estudante)
Gerardo Rezende
Gerardo Wardête
Getúlio Batista
Getúlio Batista
Getúlio Freitas
Gilbert do Lô
Gilbertão
Gildo
Gildo do Lô
Gilmar do Lô
Gino da Pedrolina
Glicério, ex-prefeito
Grande Otelo
Grimalde
Gringa Pedreiro
Gulau da Confiança
Homero da Pimenta
Ildeu da Tonha
Ildeu de Castro (por muito tempo motorista da São Cristóvão na linha Samonte-Divinópolis)
Inês da Banca
Iraci Pipoqueiro (Vivo Também?)
Iracy Fotógrafo
Irmãos Metralha (Estariam Todos Vivos?)
Isqué do Olegário
Ivo do Correio
Jaburu
Jaime Tigrão
Jefin Traficante
João Bola Sete
João Bosco
João Chico (Depósito)
João da Gicota (Cavador de Cisternas)
João Enfermeiro
João Fungangá
João Hilarino
João Moreno raspador de taco
João Nhonhoca do Bar
João Rodrigues dos Santos (reconhecido pesquisador nos laboratórios da UFMG em Belo Horizonte e que participou das pesquisas com interferon entre outras sendo conhecido em outros países por ser correspondente nessas pesquisas.)
João Tritri
José Guiomar dos Santos, irmão da Dona Maria Guiomar e tio do Fernandão e da Lúcia Pacífico Homem. Foi senador da república e o primeiro governador do estado do Acre e é relembrado até hoje lá.)
Juarez do Dino
Juarez do Tõe Geraldo
Julinho da Caixa Econômica
Juquinha Rifeiro
Kete Irmão do Cuzido
Lalado Irmão do Brito
Laninho Amaral (que tinha um armazém na Rua Álvaro Brandão, 204)
Lelei Baruiada
Lena da Loja
Leôncio Pintor
Lerí Barbudo
Leuzinha da Autoescola
Lico Sabino
Lua
Luizinho da Glorinha
Luizinho da Prefeitura
Luizinho da Vulcão
Luizinho Sapateiro
Luzia Vermelha
Magela Advogado
Mancito
Manoel de Abreu
Mantêga
Manuelinho Açougueiro
Maria Ângela (proprietária da zona local - essa foi forte...)
Maria do Canbina (Ventania)
Mário (O Morte)
Mário do Zé Sinhô
Mario Pinto
Mariquita Surda
Mariucha do Nacional (Ê Rastera...)
Marluce do Escritório Paroquial
Marquinho do Lalu
Meio Quilo
Miguel Ângelo Gontijo
Missia Rolête
Monsenhor Otaviano, conhecido por Padre Vigário e Padrinho Vigário
Motor Irmão do Morte
Mussulino do Posto do Marinho
Nair da Loja
Nelinho da Montecar
Nelson da Saritur
Neneca da Sanfona
Nenzinho dos Rosas
Neusira Professora
Nicó do Ônibus
Nilsinho da Bronx
Nilson da Nestlé
Nivaldo da Gráfica
Nonô da Nestlé
Olavo Mantiba
Olímpio da Casa Lotérica
Onça
Orotilde, o mudinho que cuidava dos jardins
Oscar da Posmetal
Osmar da Gráfica
Osvaldo Moitão
Otaviano da Paz
Otaviano de Oliveira, Advogado (conhecido como Otaviano Nestor, fundador da biblioteca pública Bueno de Rivera, criador da cooperativa de leite cuja criação custou uma briga jurídica com a multinacional Nestlé.)
Otaviano Segundo
Pacellí Trocador
Padre Cirilo
Padre Ézio
Padre Jaime
Padre Joaquim
Padre José Nunes
Padre Paulo (era alemão, falava com sotaque, era sócio da siderúrgica. de vez em quando tinha um leve bafo de álcool, mas no geral era gente boa: parecia que era bravo, mas não era. foi substituído pelo padre Cirilo, moreno, magro, sabendo pouco latim e falando mal dos pecados aos berros ensandecidos, enquanto os homens assistiam missa do lado de fora da igreja.)
Palmério
Parrudo
Pedrinho Mecânico
Pedro Alfredo
Pedro Edwarde da Tenda
Pedrolina do Gino
Pelé Ronda da Sabiá
Pirata do Posto Ipê
Pirola da Chácara
Pontinelle
Raimundo da Estação
Raimundo Rita Carroceiro
Rego do Pedro Edwarde
Renatinho do Bar
Renato Canoa
Riduzino Cadavide
Roberto Eustáquio (Isso Mesmo?)
Robson da Fanfarra
Rosana (tinha olhos verdes)
Rui da Nestlé (Já Falecido)
Rulinha
Sandrinho Cabeleireiro
Santos Filho
Sebastião Gontijo
Sebastião Necreto (Anacleto), exímio doceiro
Senhor Ioiô e Dona Iaiá
Senhor Neném Brasil (um exemplo de humildade e pessoa do bem)
Sete da Manhã (esperando o Sidin abrir o estabelecimento pra jogar...)
Seu Afonso (Pai da Elo dos Calçados)
Seu Alexandre da Padaria
Seu Álvaro Meneses
Seu Antônio Bolina, um sábio
Seu Jorge, doido que comia carne crua
Sherife
Sidin dos Videogames (ali perto do Bradesco... “Kara, era mó galera!”)
Silmar Dentista
Silvio Santos Sanches
Sinhá do Concesso
Sô Bem, doido que tinha delírios de ser Dom Pedro II
Sô Ladico
Sô Orivaldo
Soném Delegado
Sr. Avelino (Maestro)
Sr. Conrado Nascimento
Sr. Dino Luiz
Sr. Odil da IMBRASFOGOS
Sr. Quinquim da Padaria
Sr. Tavinho Bolina
Sr. Waltinho Brasil
Sr. Zé Pedro Oliveira (que tinha bomba de gasolina da Praça Monsenhor Otaviano)
Sr.Amâncio do Couto
Tarcísio Correia.
Tarcisio da Borracharia
Tavinho da Loja
Tavinho da Sopa
Telinha do Lalu
Tenente de Souza
Théu (Pintor)
Tia Nair e Tia Lica
Tia São Promoteur
Tiana (Enfermeira)
Tião "Bocatorta" e seu rádio PX
Tião da Farmácia
Ticardão (Nóoooo... e os fliperamas... Época boa)
Til Til (É Difícil Demais Escrever Isto, Leia Dando Tiros...) Ótimas dançarinas.
Tina do Zé Cabral
Tipaca
Tira A Máscara
Tõe da Cléia
Toin Cabeludo
Toin Carlos Trocador
Toin da Cota
Toin do Néia
Toin Perereca
Tôin Teco
Tonico Bagrinho
Tonin Catireiro
Toninho do Zué
Torresmo, filho do Pedro Divarde
Totonho da Alzira
Trajano da Telefônica
Tumé do Churrasquinho
Tuquim da Copasa (Ou Tuquim Ministro, para os íntimos)
Urutal
Vaca
Valdemar Borracha
Valdemar Soldado
Véio do Bar
Vicente Castro
Vicente Coveiro
Vulcino da São Cristovão
Waltinho, dono da fábrica de foguete
Washington da Cemig
Zarinho
Zé Antônio Barbudo
Zé Bidão
Zé Bigode da Padaria
Zé Cabanela
Zé Cabralinho (Hotel)
Zé Capeta
Zé Carcereiro
Zé Carequinha
Zé Carolina
Zé Concesso
Zé Costa Pinga
Zé da Batata
Zé do Carmo, O Homem Que Ficou Grávido
Zé do Sebastião Gontijo (era filho do seu Sebastião Gontijo que era dono de uma loja de tecidos e roupas e se vestia como um inglês. Até parecia um.)
Zé do Zarico
Zé Doido
Zé Ivan do Posto de Gasolina
Zé Jacó
Zé Lobo
Zé Magrinho
Zé Marreta
Zé Mathéia
Zé Mathia
Zé Moraes
Zé Preguinho
Zé Rosa
Zé Saúde
Zé, filho do Davi da Pastelaria (só conversava fazendo perguntas. o homem perguntava feito uma metralhadora, uma pergunta atrás da outra, sem dar tempo de o interrogado responder. era terrível. o maior perguntador que já passou pelo mundo, tanto em quantidade quanto em velocidade. um fenômeno.)
Zeca, do Glória Clube
Zezeca
Zezêu do Depósito
Zica, doida e ex-professora, delirava na rua
Zico Cabral
Zilá do Ingresso
Zilda da Minas Caixa
Ziquinha Rocha
Zizico Perturbado
Zizinho
Zizinho dos Candinhos
Zueira
Zuna

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Os Rifeiros de Santo Antônio do Monte


Segue abaixo uma interessante discussão sobre os rifeiros de Santo Antônio do Monte e, por extensão, também de Lagoa da Prata e cidades vizinhas que casualmente encontrei numa página da Wikipédia em língua portuguesa. O texto que se encontra entre aspas e em negrito está aqui reproduzido integralmente e sem nenhuma alteração nem de conteúdo e nem de correção gramatical. Um ponto a observar é que se trata de um texto anônimo. Ora, seria mais adequado e também interessante que os autores tivessem se nomeado. De qualquer maneira, segue abaixo a transcrição do texto, sendo que o endereço de onde foi retirado encontra-se ao seu final.

“Retirei o conteúdo absurdo, que agora está aí embaixo. De qualquer forma, acho que seria bom criar uma Wikcionário: Piadas semelhante ao da Wikipédia pra guardarmos informações como essa.

Habitantes de Santo Antônio do Monte (principalmente), Lagoa da Prata e outras cidadezinhas próximas, os rifeiros são seres que são fáceis de identificar em alguns aspectos. São eles:

1) Pelo seus meios de condução: facilmente achados com veículos do tipo parati, santana, passat (caíndo aos pedaços).
Obs: veículos com bagageiros enormes e desproporcionais, cheios de ursos e outras porcarias.

2) Eles fazem um viagem para o Rio de Janeiro, vendem suas muambas, ganham uns trocados e as primeiras coisas que fazem são: colocar insulfilm nos seus carros (citados acima), colocar um som horrivel pra todo mundo que ta de fora do carro ouvir.

3) Os estilos musicais variam entre: axé, funk, sertanejo, pagode e por aí vai.

4) Andam na cidade como se estivessem em um autódromo.

5) Tiram grande vantagem em falar quanto ganham pra todo mundo.

6) São grandes pilantras, forçam a venda das suas muambas para pessoas que não tem condição as vezes nem de comer.

Apesar de não encontrar essa palavra nos dicionários, mantive o significado não piadístico por ela aparecer em vários saites em português e até numa crônica escrita no que parece ser mirandês. -- Leuadeque (contato) 18:09, 15 Outubro 2005 (UTC) Achei um absurso o que falaram acima sobre os rifeiros, pois acima de tudo vc esqueceu de sitar que muitos morrem na estrada tentando uma maneira de ganhar a vida, e mais e uma profissão que merece respeito como qualquer outra, pois o dinheiro que eles ganham não e facil pois tem que enfrentar sol, chuva, e andar em lugares perigosos. e criticar e facil mais se não fosse a rifa muita gente não teria a vida que tem hoje pois a rifa principalmente e santo antonio do monte e a sugunda maior fonte de renda. Por isso antes de criticar e fazer piadinhas sem nenhum pingo de graça tente fazer o que eles fazem, levar a vida como eles levam para ver como e dificil, e realmente os carros andão caindo os pedaços mas pode olhar que e com eles que o dinheiro anda não como estes filinhos de papai que financiam um carro em 80 vezes e ficam devendo ate os cabelos so para manter as aparencia... (El' Mika) Aposto que quem escreveu esse artigo, nunca precisou pegar no volante durante dez horas seguidas para correr atráz de seu pão de cada dia,ou mesmo, nunca precisou dormir em um quarto fedido, depois de comer um pão dormido com salame, em um desses hoteizinhos baratos de beira de estrada, por não ter recebido quase nada durante a semana, e o que é mais cabuloso é que ainda temos que aguentar esse cidadão dizer que nossas mercadorias são porcarias,sendo que na verdade temos trabalar com mercadoria de qualidade (por que a concorrencia e grande),e de procedencia regularizada com nota fiscal (para apresentarmos para a Polícia Rodoviária). Não se pode dizer que somos todos pilantras, afinal lugar de pilantra é na cadeia, e como se nota, estamos trabalhando nas ruas todos os dias como cidadãos direitos e normais.Não se pode julgar uns pelos os outros, afinal nem todos os dedos das mãos são iguais. Quanto as demais críticas acho que vou relevar, afinal ele (o texto) mesmo se contradiz; ora se anda de carro caindo aos pedaços, ora se ganha muito ao ponto de investir em equipamentos para seus carros, os quais realmente apresentam-se velhos, mas na verdade são verdadeiras máquinas, e ainda por cima estão pagos e não deixam de ser dignos de serem respeitados perto de qualquer carro de payboizinho. Ah! E só para esclarecer, a gente não vende nada! Pagamos para venderem para a gente. Assim ainda garantimos o pão na mesa de muitas casas.

Adendo: Concordo plenamente! Para enriquecer seu comentário, acrescento que se houvessem outras alternativas para se ganhar a vida em Santo Antônio do Monte, certamente poucos optariam por ser rifeiros. Eles, os rifeiros, optaram por este trabalho pois nas cidades conservadoras do Centro Oeste predominam o familismo, o coronelismo. Quem nasceu nas famílias abastadas, famílias que num passado distante conseguiu patrimônio explorando negros escravos ou tomando terras de índios, ou aqueles que vivem como capachos dos "poderosos", podem ter carros, casas lindas e uma vida digna. Aos "Dalits", aos intocáveis, cabe se arrebentar numa fábrica de fogos, implorar benesses políticas ou então, tentar se formar nas escolas de péssima qualidade, que preparam para tudo, menos para o mercado de trabalho. Antes de fazer piadinhas, acho que as pessoas deveriam pensar numa saída para melhorar as cidades da região, pois a rifa, como toda atividade econômica, pode acabar e aí, lá vem a recessão. Pessoalmente, acredito na mudança, em dias melhores. Acredito que os rifeiros são vendedores que merecem credibilidade, pois oferecem algo concreto, algo que se para os abastados de nossa cidade é considerado de péssima qualidade, para a gente que vive nas favelas, onde não se produz nada, são de uso cotidiano e tornam a vida mais agradável. Madames e new-coronéis: saibam que nem todos podem, como vocês, podem usar roupas de etiquetas que custam os olhos da cara (ou o suor de seus subordinados). Nem todos podem desfilar de Cherokee, Honda Civic, Vectra... Nossas mercadorias são mais úteis do que as porcarias eletrônicas que poluem a tv aberta, os falsos medicamentos da internet, os aparelhos para acabar com celulite, para empinar os seios, para crescer a bunda das madames boa-vida. Os rifeiros, criticados por muitos filhinhos de madames e de coronéis, por pseudo-intelectuais, levam um pouco de conforto e, quem sabe, da futilidade que vocês esbanjam para o povo das favelas, dos suburbios, que como vocês, merecem desfrutar do sonho capitalismo, já que talvez por culpa de vocês, os olhos claros, o socialismo puro falhou. Por isso nós, a turma dos carros velhos, que um dia foi luxo para vocês, trabalhamos com honestidade e risco. Não tenhamos preconceito contra qualquer trabalhador que luta com dignidade para buscar a prosperidade! Por favor, madame. Por favor, senhor coronel e doutor, por favor, filhos daqueles que nasceram em berço de ouro: vão estudar numa faculdade, na melhor do país ou do mundo e busquem uma solução para uma cidade melhor. Pode ter certeza: estaremos com vocês... Pois trabalho não nos assusta. Mostrem-nos um caminho melhor que nós encontraremos o atalho.

Habitantes de Santo Antônio do Monte (principalmente), Lagoa da Prata e outras cidadezinhas próximas, os rifeiros são seres que são fáceis de identificar em alguns aspectos. São eles: HABITANTES DE SANTO ANTÔNIO DO MONTE, LAGOA DA PRATA E CIDADES PRÓXIMAS, OS RIFEIROS SÃO PESSOAS QUE SÃO FACEIS DE INDENTIFICAR EM ALGUS ASPECTOS. SÃO ELES:

1) Pelo seus meios de condução: facilmente achados com veículos do tipo parati, santana, passat (caíndo aos pedaços). Obs: veículos com bagageiros enormes e desproporcionais, cheios de ursos e outras porcarias. 1) PELOS SEUS CARROS DE TRABALHO QUE SÃO PARATI, SANTANA, PASSAT TAIS CARROS SÃO UTILIZADO POR CAUSA DO PORTA MALA SER GRANDES PORTANTO CABEM MAIS MERCADORIAS AS VEZES PODE ATE ESTÁ CAINDO AO PEDAÇOS MAS SÃO PORQUE CARREGAM MUITO PESO E VIAJAM CERCA DE OITOCENTOS QUILOMETROS POR SEMANA. MAS AO CHEGAR NAS CIDADE TODOS PASSAM POR UMA REVISÃO. LOGO OS CARROS SÃO BEM CUIDADOS. 2) Eles fazem um viagem para o Rio de Janeiro, vendem suas muambas, ganham uns trocados e as primeiras coisas que fazem são: colocar insulfilm nos seus carros (citados acima), colocar um som horrivel pra todo mundo que ta de fora do carro ouvir. 2)VIAJAM PARA O RIO DE JANEI~RO, SÃO PAULO, BELO HORIZONTE, DISTRITO FEDERAL, PARANÁ E ESPIRITO SANTO, VENDE SUAS MERCADORIAS QUE POR SINAL SÃO DE OTIMA QUALIDADE, GANHAM SEUS DINHEIROS DIGNAMENTE E AS PRIMEIRAS COISAS QUE FAZEM SÃO: VER SUAS FAMILIAS, ACERTAR COM OS SUA COLOCADORES, COMPRAR MAIS MERCADORIAS, CARREGAR O CARRO DEPOIS DISTO SAEM DE VIAGEM NOVAMENTE. QUANDO JA TEM UM DINHEIRO A MAIS COMPRAM OUTRO CARRO PARA PASSEIO E ARRUMAM ELE DO JEITO QUE MELHOR LHE AGRADAM 3) Os estilos musicais variam entre: axé, funk, sertanejo, pagode e por aí vai. 3) O QUE FAZEM DELES PESSOAS AMADAS POR TODOS NA CIDADE E INVEJADAS NÉ? SEU CASO É DE INVEJA! 4) Andam na cidade como se estivessem em um autódromo. 4) CARRO FOI FEITO PARA CORRER SE FOSSE PARA ANDAR ANDASSEM DE BICICLETA. (Não concordo com voce neste ponto pois o limite de velocidade deveria ser respeitado pois os pedestres estão sempre em desvantagem no transito e ai se fosse alguem de sua familia a ser atropelada por algum gostosão do volante o que voçe acharia) 5) Tiram grande vantagem em falar quanto ganham pra todo mundo. 5) VC ESTA SE CONTRADIZENDO (ganham uns trocados) GANHAM DINHEIRO JUSTO PELO TRABALHO E ESFORÇOS. 6) São grandes pilantras, forçam a venda das suas muambas para pessoas que não tem condição as vezes nem de comer. 5) NINGUEM OBRIGA A NADA PELO CONTRRARIO AJUDAM A MANTER A RENDA MENSAL DE MUITAS FAMILIAS QUE DEPENDEM DA RIFA PARA SOBREVIVER. NO BRASIL UM PAIS QUAL A TAXA DE DESEMPREGO É ALTA TAIS SERVIÇOS COLABORAM PARA BAIXART OS INDICES.

SÓ PARA EXPLICAR COMO FUNCIONA A RIFA; A RIFA É A VENDA DE PRODUTOS COMO PERFUMES, CREME DE CABELO, CREMES PARA A PELE, BIJUTERIAS E ETC. OS RIFEIRO SAEM DE SUAS CIDADES PARA OUTRA LEVANDO TAIS MERCADORIAS EM SEUS CARRO, FAZEM A VENDA DESSES PRODUTOS PARA BAIRROS DE CLASSE BAIXA. A VENDA DESSES PRODUTOS É FEITA ASSIM: OS RIFEIROS PASSAM DE CASA EM CASA DE DETERMINADA PELIFERIA OFERECENDO SEUS PRODUTOS QUEM ACEITA FICAR COM AS MERCADORIAS TEM DOIS MESES PARA VENDE-LAS APOS ESSES DOIS MESES ELES PASSAM RECOLHENDO O DINHEIRO E PAGANDO PARA AS PESSOAS PORCENTAGEM DO LUCRO SOBRE ESSE PRODUTOS E OFERECEM MAIS MERCADORIAS ASSIM QUE FUNCIONA DIFERENTE DE ALGUNS CONCEITOS PRECONCEITUOSOS. ANTES DE FALAR CONHEÇA.

Obtido em
http://pt.wiktionary.org/wiki/Discuss%C3%A3o:rifeiro.”

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mineirês - O Dialeto Mineiro


Casualmente, encontrei vários exemplos do dialeto falado em Minas Gerais e, entao, fiz algumas pesquisas em variados sítios de internet para ver o que já foi escrito até agora sobre este assunto. Algumas vezes, o assunto é tratado como piada; outras, contudo, é tratado com seriedade sob o ponto de vista da linguística. Neste sentido, segue abaixo a definição dada em artigo sobre a língua portuguesa na Wikipedia:
“O mineiro, mineirês ou montanhês é o dialeto do português brasileiro falado na região central do estado de Minas Gerais. Essa variante, que ocupa uma área que corresponde aproximadamente ao Quadrilátero Ferrífero, incluindo-se a fala da capital, Belo Horizonte, é um dos dialetos mais facilmente distinguíveis do português brasileiro.
Ele deve ser diferenciado do dialeto caipira, que cobre áreas do interior de São Paulo, Paraná e das regiões sul do próprio estado por receber influência do interior de São Paulo.
A característica do dialeto montanhês apareceu durante o século XIX, após a decadência da mineração, quando o estado foi largamente esquecido (inclusive pelos próprios governantes estaduais que centralizaram, excessivamente, a administração do Estado à região central), com seu acesso ao mar bloqueado por florestas e altas montanhas. Devido a esse isolamento, o estado sofreu influência do dialeto do Rio de Janeiro no sudeste, enquanto o sul e a região do Triângulo Mineiro, passaram a falar o dialeto caipira, de São Paulo (Com o "R" retroflexo). A região central de Minas Gerais, contudo, desenvolveu um dialeto próprio, que é o conhecido dialeto mineiro ou montanhês. Este dialeto está também presente nas cidades de Patos de Minas, Governador Valadares, Ipatinga... (Essas duas últimas de sotaque pouco acentuado.) Sendo uma exceção no Triângulo Mineiro entre as cidades que falam formalmente o dialeto caipira.
O dialeto mineiro apresenta as seguintes particularidades fonéticas:
1 - Apócope das vogais curtas: parte é pronunciado part' (com o "t" levemente sibilado).
2 - Assimilação de
vogais consecutivas: o urubu passa a ser u rubu.
3 - Permutação de "e" em "i" e de "o" em "u" quando são vogais curtas
4 - Aférese do "e" em palavras iniciadas por "es": esporte torna-se sportchi.
5 - Apócope do "d" nos gerúndios: chovendo passa a ser chuvenu. Cantando passa a ser cantanu. Fazendo passa a ser fazenu. Tomate passa ser tumat' (com o "t" levemente sibilado).
6 - Somente o artigo é flexionado no plural, à semelhança do
caipira: os livros é dito us livru. Meus filhos se pronuncia meus filhu.
7 - Contração freqüente de locuções: abra as asas passa a ser abrazaza.
8 - Alguns
ditongos passam a ser vogais longas: fio converte-se em fii, pouco é dito poco.
9 - Algumas
sílabas são fundidas em outras. -lho passa a ser i (filho ==> fii), -inho converte-se em -inh (pinho ==> pinh).
10 - "r" é pronunciado como uma
consoante aspirada: rato.
11 - Sonorização do "s" final antes de vogal.
A letra R no final das sílabas também possui uma sonorização única quase imperceptível, apesar de que nas maiores cidades é um pouco similar ao R aspirado pronunciado no Rio de Janeiro, Norte e Nordeste do país. Já nas proximidades da divisa com o estado de São Paulo o R (no final das sílabas) sofre a influência do interior de São Paulo.
Muitas palavras costumam ser representadas no plural de uma forma muito especial. O "S" no início da palavra (representados por S ou Z) e não no final como é comum em vários idiomas.
Exemplos:
Quét' s'criança! (Mãe pedindo às crianças que se calem).
Conta Z'óra? (Alguem perguntando quantas horas são).
S'trudia (Advérbio de tempo: "há alguns dias atrás").
As'fruta 'tão 'pudrecen tud' (Todas as frutas estão apodrecendo).
Historicamente se nota claramente que a presença do S ou Z no início da palavra é causada pela junção do artigo no plural com o substantivo que com o passar do tempo soltou-se do artigo e juntou-se ao substantivo.”
De todas as abordagens sobre o dialeto mineiro, esta acima foi a mais consistente e cientifíca. Quanto aos exemplos que seguem, de uma maneira geral todo e qualquer mineiro consegue entender o que está escrito sem a menor dificuldade.
Outro ponto importante a considerar é que o dialeto mineiro se aproxima muito do dialeto caipira, o qual é falado no interior do estado de São Paulo e ainda em regiões dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Assim, não restam dúvidas de que o falar dos mineiros é próprio, da mesma forma que o falar dos gaúchos, paulistas, cariocas, baianos etc também é próprio, tendo cada um características próprias. Tais características, entretanto, não dificultam o entendimento entre um paraibano e um gaúcho, ou entre um rondoniano e um carioca. Portanto, a língua falada em todo o Brasil é a língua portuguesa a qual, em cada região, assumiu características próprias e específicas. Talvez um estudo mais aprofundado pudesse apontar maiores ou menores diferenças no que se refere à estrutura gramatical e fonética da falar de cada região e, neste caso específico, do dialeto falado em Minas Gerais.

Apresentações

Cuméquecêchama? = Qual o seu nome?
Doncêé? = De onde você é?
Oncêmor = Onde você mora?
Proncêvai? = Pra onde você vai?

Cumprimentos

Dia! = Bom dia
Tardi! = Boa tarde
Noiti! = Boa noite
Inté = Até logo
Bença (ou Bênçu) = A benção, minha mãe (ou meu pai).
Dêsabençôi (ou Dêstibençôi) = Que Deus te abençôe, meu Filho (a).

Pedindo informações

Onquié = onde que é?
Oncotô? = onde estou?
Proncovô? = para onde devo ir?
Logali (Logo ali) = fica a uns trinta quilômetros, mais ou menos
Dexovê (deixa ver) = não tenho a mínima idéia
Tremdifer = trem
Trem = qualquer coisa cujo nome a pessoa ignora, esqueceu ou acha que você é burro demais para conhecer ou entender.
Oncêtá? = Onde você está?
Prônostam'ínu = para onde nos estamos indo?
Ondéopondiônz? = Onde é o ponto de ônibus?

Lugares

Pondionz = ponto de ônibus
Ponditáxi = ponto de táxi
Berádurrii = próximo ao rio

Fazendo compras

Quêjo prus minêro é qui nem arroiz pro japonêis.
Quanté? = quanto custa?
Derrear = Dez Reais
Baratim = (deixa ver se eu adivinho quanto esse otário está disposto a pagar)
Lidilei = litro de leite
Kidicar = kilo de carne
Mastumati = massa de tomate
Pincumél = pinga com mel
Vidiperfumi = vidro de perfume
Pasdidenti = dentifrício
Iscodidente = escova de dente
Mascote = sanduíche
Cazopô = caixa de isopor
Grá di cerveja = engradado de cerveja

A família

Meu fii = meu filho
Meu tchi = meu tio
M’ia muié = minha esposa
M’ia amiga = minha amante
Mermão = meu irmão

O tempo

Trudia = outro dia
Antonte = antes de ontem
Ansdionti = antes de ontem
Séssetembro = sete de setembro
Sápassado = sabado passado
Sesquivem = sexta que vêm
Quioração = Que horas são?
Tá cum jeidi chuva = (cansei dessa conversa besta e vou embora)
Quánahora = quase na hora
É rapidim = vai demorar algumas horas ainda

Conversa informal

Ê trem bão = Gostei disso
Vai cagá di morro abaixo pra vê a bosta rolá = A pior e mais definitiva ofensa que se pode dizer a uma pessoa
Nossinhora = nossa senhora ('Nuss' em minerês avançado...)
Credeuspai = meu Deus!
Vixxxxxxx = Interjeição mineira de concordância ou espanto.
Doidimais = doido demais
Oncotô = onde eu me encontro, por favor, estou meio perdido hoje...
Pópopoquin = pode colocar mais um pouco...
Oiuchero = olha o cheiro
Óssócêvê = olhe só para você ver
Tissodaí = tira isso daí
Cê num some não = pode tirar o cavalinho da chuva OU "o que que esse imbecil ta achando que é?"
Fiidazunha = Xingamento equivalente ao de baixo
Fiidaputa = impressionante, grande, excepcional
Cê é muito feladaputa mermo, né? = você é uma pessoa divertida, gosto de você
Uai = interjeição mineira de espanto: uai é uai, uai!
Nó = Nossa Sinhora, Mãe do Céu, Ave Maria!
Nú = Nossa Senhora Aparecida do Perpétuo Socorro
Nusga = Nossa Senhora Aparecida do Perpétuo Socorro Mãe de Deus e dos Pecadores
Né = Não é mesmo?
Bão tamém! = com certeza, concordo com você OU ENTÃO "deixa ficar quieto para ninguém ver que eu falei besteira".
Bora? = vamos embora?
Sucêfôeuvô = se você for eu vou
Tô atrais do cê = vai primeiro, que vou depois
Bora = e lá vamos nós!
Faznão = Não faça isso.
Réda = Afaste-se, por favor.
Quê c’o cê qué intão? = Então, o que você quer?
Brigado ocêis! = Obrigado a vocês!

Outros exemplos

Você comprou as roupas que eu lhe pedi? = Cê comprô as ropa qu'eu tch pidji?
Quantos anos você tem? = Quan zan 'cê tem?
O que é que ela falou? = Que qu'ela falô?
Eu vou à praça com você. = Eu vô na práss c'ocê.
Ele comprou aqueles cadernos para você = Ei' comprô aquês cadern pr'ôcê.
Eu estou ajudando-a a carregar as malas. = Eu tô ajudãn ela carregá as mala.
Eu gosto de você. = Gós d'ôcê.
Eu sou de Belo Horizonte. = Eu sô de Belurizontch.
Quem é você? = Quem 'qu'é ocê?
Que horas são? = Conta zora?
Sábado Passado... = Sá'passad'.
Você é daqui mesmo? = Cê'dakimês???
Usar sempre "i" no lugar de "e". Ex.: MININO, ISPECIAL, EU I ELA, VISTIDO
Dizer "ÉMÊZZ?" quando quiser uma confirmação.
Se quiser chamar atenção diga simplesmente ÓI QUIÓ.
Se estiver com fome coma PÃO DJI QUEJJ. Ex.: dois PÃO DJI QUEJJ e dois guaraná...
Na falta de vocabulário específico utilizar a palavra TREM que serve pra tudo, exceto como meio de transporte ferroviário. Neste caso, é TROÇO.
Se aprovar alguma coisa solte um sonoro MAIS QUI BELÊZZ!
Pra fazer café, primeiro pergunte PÓPÔPÓ? Achou pouco, ficou ralo? Pergunte: PÓPÔ MAPOQUIM DIPÓ?
Se não estiver certo de comparecer, diga simplesmente CONFÓFÔ EU VÔ, que quer dizer: conforme for, eu vou.
Se o motivo da dúvida for algo que você tem que fazer, explique, "Vou fazer um NIGUCIM e volto logo".
Ao procurar alguém que concorde com você, dispare um NÉMÊZZ?
Use a expresão aumentativa DIMÁI DA CONTA. Ex.: ISSÉ BÃO DIMÁI DA CONTA. CÊÉ BOBO DIMÁI DA CONTA.
Usar sempre duas negativas prá deixar claro que você não sabe do que está falando: "NUM sei NÃO".
Use sempre o diminutivo INN, tipo PIQUINININN, LUGARZINN, BOLINN, MINEIRINN...
Use a expressão RAPÁI pra iniciar uma exclamação. Nem sempre é necessário complemento. Ex.: RAPAAAI...
REDÁ: Mesma coisa de RASTÁ. Ex.: JUDA REDÁ ESS TREM AQUI Ó...
Ao terminar uma frase, conclua com a palavra SÔ.
Se alguém der cinco, supere e diga, DÔSSÊIS ou PROSSÊIS

Referências bibliográficas:
Yahoo Answers
Wikipédia Brasil
Confiar 2001

Nilson Antônio da Silva

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Padre Paulo Michla


Peter Paul Michla, cônego, que ficou conhecido como Padre Paulo, nasceu na cidade de Klausberg O.S., em 29 de Junho de 1911, sendo filho de Augusto e Maria Michla. Supostamente, a cidade de Klausberg localiza-se em território alemão. Entretanto, a certidão de nascimento de Peter Paul Michla continha um carimbo e selo da Tchecoslováquia. Aqui vale dizer que a extinta Tchecoslováquia foi criada somente em 1918 a partir da junção de territórios da Áustria e da Hungria. Esse país, em 01 de Janeiro de 1993, separou-se pacificamente em dois novos países, a Eslováquia e a República Tcheca.

Existe uma localidade denominada Klausberg no distrito alemão-prussiano de Landkreis Beuthen-Tarnowitz. Por outro lado, a cidade de Zabrze, que fica na Alta Silésia, no sul da Polônia, faz limites com uma localidade chamada Klausberg.

Na Baviera (Bayern) há uma localidade também denominada Klausberg, a qual está situada no Naturpark Frankische Schweiz-Veldensteiner Forst, próxima à rodovia E51, bem perto de Plech. Este parque natural fica nas proximidades de Nuremberg, entre esta cidade e a cidade de Bayreuth. Um mapa datado de 1911 mostra esta região como pertencente à Baviera, ou seja, ao então território alemão, e também próximo ao que seria futuramente a Tchecoslováquia. E, atualmente, esta localidade fica numa região próxima à República Tcheca. Esta localidade fica a cerca de quarenta quilômetros tanto de Bayeruth quanto de Nuremberg. Assim, parece ser esta localidade a que foi o local de nascimento de Padre Paulo.

Peter Paul formou-se em Teologia aos trinta e seis anos de idade pela Universidade de Dillingen em 17 de Fevereiro de 1938. Esta universidade foi fundada em 1549 pelo Cardeal Otto Truchsess Von Waldburg, Príncipe-bispo de Augsburg entre 1543 e 1573. Também é chamada de Dillingen an der Donau.

Em 06 de Julho de 1938, Peter solicitou ao Consulado do Brasil em Berlim um visto para sua entrada no Brasil, o qual foi devidamente aprovado. Em outubro daquele mesmo ano, ele estava chegando ao Rio de Janeiro e, em dezembro, chegou a Minas Gerais. Sua ordenação sacerdotal se deu na Catedral de Luz no dia 31 de Dezembro de 1939, tendo sido realizada pelo então bispo diocesano Dom Manoel Nunes Coelho. Inicialmente, foi nomeado vigário de Carmo do Paranaíba e, mais tarde, foi transferido para Bom Despacho e Moema. Em fins de 1942, ele veio para Santo Antônio do Monte, onde assumiu como vigário paroquial em 01 de Janeiro de 1943.

Um dos primeiros atos de Peter, já então sendo chamado de Padre Paulo, foi criar a Congregação Mariana, o que se deu em 28 de Março de 1943. Essa congregação tinha por objetivo a divulgação de Nossa Senhora e, por esta razão, entre outras coisas, realizou várias romarias para Aparecida, em São Paulo. Essas romarias eram realizadas em locomotivas e, a partir da análise de fotos, constata-se que os trens partiam da estação de Santo Antônio do Monte lotados. Em Julho de 1955, o Padre Paulo levou diversos santoantonienses ao Rio de Janeiro, então capital da república, para participarem do “XXXVI Congresso Eucarístico Internacional do Rio de Janeiro”.

Em Santo Antônio do Monte, o Padre Paulo fundou a Santa Casa de Misericórdia, o Colégio Doutor Álvaro Brandão, o Colégio Corália Brandão, este último já extinto. Fundou também um jardim de infância e um colégio para os mais carentes.

A Santa Casa de Misericórdia foi inaugurada em Janeiro de 1954, tendo sido construída a partir de donativos tanto de estrangeiros quanto dos habitantes da cidade. Seu primeiro médico foi Wilmar de Oliveira que, inicialmente, residiu com sua esposa na casa paroquial.

Em 1954, aconteceu a visita pastoral do então bispo diocesano Dom Manoel a Santo Antônio do Monte, durante a peregrinação da imagem de Nossa Senhora de Fátima. Na ocasião, foram realizadas grandes procissões, sendo que numa delas a imagem foi conduzida em procissão saindo da igreja matriz até a sede da recém fundada Escola Senhora de Fátima, passando pela “Rua Nova”, a atual Avenida Magalhães Pinto. Naquele mesmo ano, em 12 de novembro, o Papa Pio XII concedeu o título de Basílica Menor ao santuário de Fátima, em Portugal, no breve “Luce Superna”.

O Ginásio Estadual Doutor Álvaro Brandão foi fundado, através de uma parceria com o governo do estado, em 15 de Dezembro de 1965, tendo iniciado suas atividades no ano seguinte com um total de 293 alunos. Inicialmente, funcionou na antiga Casa Paroquial e, somente alguns anos depois, o Padre Paulo construiu a sede definitiva da escola com donativos estrangeiros. A antiga casa paroquial ficava situada na Rua Benjamin Constant, no centro e, em meados da primeira década do século XXI, foi demolida. Já então não pertencia mais à paróquia. Esta escola mantinha, inicialmente, o ensino de quinta à oitava séries do primeiro grau. Posteriormente também passou a oferecer o ensino de segundo grau. Padre Paulo dirigiu esta escola desde sua fundação até 1980.

A construção do Ginásio Estadual de Pedra do Indaiá também se deve à iniciativa de Padre Paulo.

O Colégio Corália Brandão foi fundado em 03 de Novembro de 1970, tendo sido fruto de convênio entre a prefeitura de Santo Antônio do Monte e o governo de Minas Gerais. Inicialmente também chamava-se “Colégio Profissionalizante de 2º Grau Doutor Álvaro Brandão” e, somente em 1978, passou a se chamar Colégio Corália Brandão. As atividades foram iniciadas em 15 de Março de 1971 com 53 alunos e, no começo dos anos 80, foram encerradas. Durante o tempo em que esteve funcionando, a direção também foi exercida por Padre Paulo.

Em 1976, Padre Paulo fundou a escola infantil “Jardim de Infância Maria Michla”, a qual funcionou até meados dos anos 80, quando foi extinta, nas dependências da sede de uma loja maçônica.

Fundou ainda um asilo para idosos carentes e, entre os anos de 1964 a 1970, manteve a Casa da Criança, que foi uma instituição que acolhia e abrigava crianças enviadas de Belo Horizonte pela FEBEM - Fundação Estadual de Bem-Estar do Menor.

Em 1957, o Padre Paulo levou para Santo Antônio do Monte o primeiro aparelho de TV, sendo então iniciada a obra de construção da torre de retransmissão. Porém, somente cinco mais tarde, em 1962, esta seria inaugurada.

Em 14 de Agosto de 1961, Padre Paulo deixou de ser o pároco de Santo Antônio do Monte, passando a dedicar-se exclusivamente às obras sociais e educacionais que mantinha. Durante toda sua vida em Santo Antônio do Monte, ele manteve estreitos relacionamentos com autoridades políticas tanto a nível municipal quanto estadual, o que lhe possibilitava manter em funcionamento suas diversas obras sociais e educacionais.

Escreveu muito sobre Nossa Senhora, sendo que seus escritos foram enviados a um bispado da Alemanha. Sua devoção a Maria Santíssima era fervorosa e o zelo para com a mesma mostrou-se intenso durante toda a sua vida. Talvez tenha sido por essa razão que ele proibira os festejos do reinado, isto é, congadas, durante o tempo em que esteve em Santo Antônio do Monte. As celebrações do reinado, mesmo tendo sido regulamentadas havia alguns anos antes pelo Monsenhor Otaviano, normalmente eram palco de exageros no que se referia a bebidas, danças e cantorias que nada tinham a ver com a doutrina católica. De uma maneira geral, não só em Santo Antônio do Monte como também em vários outros lugares, as festividades de congadas possuem caráter muito mais folclórico e popular, ou seja, profano, do que religioso propriamente dito.

Ao viajar à Alemanha em fevereiro de 1980, época em que uma irmã sua havia falecido, o cônego também veio a falecer, no dia 03 de Março de 1980. Seu corpo foi sepultado em Wolfenbüttel, capital do distrito de mesmo nome do estado da Baixa Saxônia. Wolfenbüttel fica a cerca de 80 quilômetros a sudeste de Hannover. Hannover é a capital do estado da Baixa Saxônia, ou Niedersachsen, em alemão.

Não há dúvidas de que o Padre Paulo tenha sido um grande empreendedor nos campos sociais e educacionais durante todo o tempo em que esteve em Santo Antônio do Monte. Suas iniciativas, com a fundação do hospital, das escolas e creches, foram decisivas para o desenvolvimento da cidade. Numa época em que o país dava seus primeiros passos rumo à industrialização e à rápida urbanização, os empreendimentos de Padre Paulo constituíam a base para que a cidade pudesse acompanhar os novos tempos. Para o Padre Paulo, a educação e o bem-estar social eram fundamentais para a pessoa viver dignamente. Suas obras são o testemunho desta maneira de pensar que, muito mais do que apenas pensar, tornaram-se concretas e trouxeram benefícios aos moradores de Santo Antônio do Monte.

Na memória das pessoas que conheceram e conviveram com o Padre Paulo, permanecem registrados fatos cotidianos que deixam transparecer sua personalidade. Para uns, ele foi uma pessoa extremamente severa; por outro lado, pessoas que conviveram mais intimamente com ele dizem ter sido severo sim, mas não difícil de conviver. Pode-se afirmar, então, que foi uma pessoa determinada, que acreditava em suas idéias e por elas lutava até o fim.

Atualmente, há em Santo Antônio do Monte uma escola de ensino fundamental e uma rua que receberam o nome de Padre Paulo. A escola está localizada no bairro São José e a rua localiza-se no bairro Senhora de Fátima.

Referências bibliográficas:

MORAES, Dilma. Santo Antônio do Monte: doces namoradas, políticos famosos. Belo Horizonte: Minas Gráfica Editora, 1983.

SILVA, Daniel Rodrigues da. Acervo fotográfico. Santo Antônio do Monte: 200?.

http://www.teleon.com.br/~michla/o_nome_michla.htm

http://www.biblioteca.pucminas.br/teses/Educacao_MeloPE_1.pdf

http://oce.catholic.com/oce/browse-page-scans.php?id=477ed4b8a7c14bc6a02c0498e339d645

http://www.catholic.org/encyclopedia/view.php?id=3867

http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/speeches/1955/index_po.htm

http://www.pbase.com/image/30902190

http://www.fatima.pt/portal/index.php?id=1311


Nilson Antônio da Silva